Ópera de Gilberto Gil, Aldo Brizzi e Paulo Coelho estreia mundialmente em Belém com apoio da Fundação Gregório de Mattos

A ópera “I-Juca Pirama: Aquele que deve morrer”, criada por Gilberto Gil, Aldo Brizzi e Paulo Coelho, fez sua estreia mundial na segunda-feira (10/11/2025), em Belém (PA), como parte da programação do XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz. A abertura do evento coincidiu com a COP30, ampliando a relevância cultural e simbólica da apresentação, que segue em cartaz até quarta-feira (12/11/2025).

Obra propõe imersão no universo indígena amazônico

Inspirada no poema “I-Juca Pirama”, de Gonçalves Dias, a ópera convida o público a uma reflexão sobre ancestralidade, espiritualidade e ecologia, explorando a conexão entre literatura e música contemporânea. A montagem reúne o Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), o Coro Carlos Gomes de Belém, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o grupo indígena Huni Kuin, do Acre.

A produção destaca-se por integrar elementos da cultura indígena brasileira à linguagem lírica, propondo uma abordagem inovadora que une arte, tradição e sustentabilidade no contexto amazônico.

FGM apoia ensaios e fomenta a cena lírica baiana

A realização do espetáculo contou com o apoio institucional da Fundação Gregório de Mattos (FGM), que cedeu o Teatro do Espaço Cultural Boca de Brasa Subúrbio 360, em Salvador (BA), para a preparação do elenco entre os dias (15/10/2025) e (18/10/2025). Como contrapartida, o NOP apresentou a ópera à comunidade local no dia (17/10/2025), promovendo o acesso gratuito à produção musical.

O apoio reforça a política de fomento à cultura da Prefeitura de Salvador, que tem investido em iniciativas voltadas à formação de plateia e difusão da ópera contemporânea.

Parceria amplia projeção nacional da ópera produzida na Bahia

A parceria entre a FGM e o Núcleo de Ópera da Bahia teve início em outubro de 2024, durante a ocupação artística “Salvador em Ópera”, que movimentou seis espaços culturais da cidade. A programação incluiu o encontro internacional “Ópera em Pauta” e apresentações da “Ópera dos Terreiros”, de Aldo Brizzi e Jorge Portugal, alcançando estudantes da rede pública e o público em geral.

O projeto foi contemplado pelo edital Gregórios – Ano III, recebendo apoio financeiro de R$ 200 mil para execução. Segundo a FGM, o investimento visa fortalecer a produção lírica baiana, além de estimular a circulação de artistas e produções locais em eventos de relevância nacional.

Bahia consolida protagonismo na ópera contemporânea brasileira

Com o sucesso da parceria, a Prefeitura de Salvador, por meio da FGM, reafirma seu compromisso com o fortalecimento da cena artística baiana e com a projeção nacional da ópera produzida no estado. A estreia em Belém representa um marco para o Núcleo de Ópera da Bahia, que passa a integrar a programação de um dos principais festivais líricos do país, ampliando o reconhecimento da produção cultural baiana no cenário nacional.


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