A Semana da Consciência Negra no Pelourinho começou nesta quinta-feira (20/11/2025) com uma programação gratuita que reúne samba reggae, empreendedorismo negro, dança, percussão e shows de artistas consagrados como Tonho Matéria, Nelson Rufino e Afrocidade. As atividades, distribuídas pelos largos Tereza Batista, Pedro Archanjo e Quincas Berro D’Água, seguem até quarta-feira (26), reforçando a valorização da cultura afro-baiana no Centro Histórico de Salvador.
Abertura oficial com samba reggae e homenagem à Consciência Negra
O primeiro dia de programação marca o Festival de Samba Reggae no Caminho da Consciência, no Largo Tereza Batista, das 13h às 20h. Tonho Matéria recebe convidados como FDB, Rafa Chagas e Marquinho Marques em uma apresentação dedicada ao mês da Consciência Negra.
O evento propõe fortalecer o turismo cultural e destacar a identidade afro-baiana como vetor de desenvolvimento, renda e preservação histórica na Bahia.
No Largo Pedro Archanjo, às 16h, o Grupo Bambeia conduz um repertório voltado ao samba, com composições autorais e homenagens a grandes artistas do ritmo.
Empreendedorismo negro e música dominam a sexta-feira
A sexta-feira (21/11) inicia o Festival Movaê, promovido pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O foco é impulsionar iniciativas de inovação, economia criativa e negócios liderados por pessoas negras, com atividades simultâneas em diferentes largos.
No Largo Tereza Batista, o público participa da programação a partir das 14h. Já no Largo Pedro Archanjo, o destaque é o show da Samba Ohana, que recebe o mestre Nelson Rufino como convidado especial, também às 14h.
Os eventos seguem com entrada gratuita e caráter formativo para empreendedores e artistas.
Sábado mantém programação intensa com Movaê e ritmos percussivos
O sábado (22/11) distribui atrações nos três principais largos do Pelourinho.
No Largo Quincas Berro D’Água, às 14h, a banda Mãos de Couro apresenta uma performance centrada na percussão afro-baiana.
Simultaneamente, os largos Pedro Archanjo e Tereza Batista recebem outras atividades do Festival Movaê, reforçando o estímulo à economia criativa e às linguagens artísticas de matriz africana.
A programação diversa consolida o fim de semana como um dos momentos mais movimentados da Semana da Consciência Negra.
Domingo celebra músicos baianos e apresenta Afrocidade
O domingo (23/11) é marcado por apresentações voltadas à música contemporânea produzida na Bahia. No Largo Quincas Berro D’ÁGua, às 13h, o público acompanha o show da banda Afrocidade, reconhecida pela fusão de ritmos afro, percussão eletrônica e crítica social.
No Largo Pedro Archanjo, as ações do Festival Movaê continuam a partir das 13h, com destaque para iniciativas de inovação e cultura empreendedora.
Já no Largo Tereza Batista, às 16h, ocorre a celebração do Dia dos Músicos, reunindo artistas como Rogério Bambeia, Xinelo de Couro, Sidney Zapatta, Dado Brazawille, Jorge Foguearão, Samba de Nego e Andre Fanzine.
Atividades formativas completam a agenda até quarta-feira
A Semana da Consciência Negra segue de segunda (24/11) a quarta-feira (26/11) com ações voltadas ao bem-estar, à prática corporal e à formação musical.
Na segunda-feira, o Largo Tereza Batista promove um aulão de Dança de Salão, das 18h30 às 20h.
Na terça-feira (25/11), o mesmo espaço recebe o aulão de Zumba do Projeto Movimentar, das 7h às 8h.
A quarta-feira encerra a programação com nova aula de Dança de Salão, das 18h30 às 20h, e com a Oficina de Percussão ministrada pelo professor Zé Ricardo, seguida de show da banda Doum no Largo Pedro Archanjo, das 14h às 17h30.
Centro de resistência cultural
A Semana da Consciência Negra no Pelourinho reafirma o papel histórico da região como centro de resistência cultural, religiosidade e produção artística afro-baiana. A combinação entre shows, oficinas e eventos de empreendedorismo evidencia uma agenda que vai além da celebração simbólica, buscando fortalecer a autonomia econômica e a formação cultural da população negra.
Ainda assim, a programação revela um desafio recorrente: transformar ações pontuais em políticas permanentes de valorização cultural e inclusão produtiva. A presença de nomes consagrados atrai público e visibilidade, mas a estrutura institucional precisa consolidar espaços contínuos para artistas, empreendedores e educadores que movem a cultura afro-baiana durante todo o ano.













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