O secretário-geral da ONU, António Guterres, abriu nesta terça-feira (04/11/2025) a Segunda Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social em Doha, no Catar, destacando a necessidade de um “plano das pessoas” para enfrentar crises globais de pobreza, desigualdade e degradação ambiental. O líder das Nações Unidas ressaltou que, apesar dos avanços desde 1995, como a redução da pobreza extrema em mais de 1 bilhão de pessoas, o progresso está ameaçado por conflitos, catástrofes climáticas e instabilidade social.
Prioridade à pobreza e desigualdade
Guterres apontou que quase 700 milhões de pessoas ainda vivem em extrema pobreza, enquanto 1% da população concentra quase metade da riqueza global. Ele destacou a necessidade de investimentos em sistemas alimentares, educação, habitação, energia limpa e proteção social universal. O secretário-geral também enfatizou que os países devem chegar à COP30 no Brasil com planos concretos de redução de emissões e financiamento climático, incluindo US$ 1,3 trilhão anuais até 2035 e US$ 40 bilhões em apoio à adaptação ainda este ano.
Emprego digno e economia inclusiva
O secretário-geral da ONU defendeu que a criação de empregos seja central nas políticas nacionais, promovendo trabalho decente, salários dignos e transições da economia informal para setores verde, digital e de cuidados. Ele reforçou a importância de formação e desenvolvimento de competências ao longo da vida, em linha com o Pacto Digital Global, e o acesso igualitário das mulheres ao mercado de trabalho.
Reformas financeiras e direitos humanos
Guterres destacou que o sistema financeiro global precisa de reformas para atender melhor às necessidades dos países em desenvolvimento, propondo reforço de bancos multilaterais, mobilização de financiamento privado e instrumentos para reduzir o custo da dívida.
O secretário-geral também alertou sobre a exclusão persistente de mulheres, minorias, migrantes, povos indígenas, pessoas com deficiência e jovens, pedindo ações contra todas as formas de discriminação. Ele defendeu algoritmos de inteligência artificial inclusivos e considerou os direitos humanos como guia para a justiça social e o desenvolvimento sustentável.
*Com informações da ONU News.











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