O senador Otto Alencar (PSD-BA) reafirmou sua decisão de não disputar o Governo da Bahia em 2026, rebatendo de maneira categórica a informação publicada pelo site Política Livre. Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o parlamentar afirmou que qualquer especulação sobre sua candidatura “contraria os fatos”, reiterou a aliança histórica com o PT, firmada desde 2006, e reforçou o apoio à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O episódio reacende debates dentro do PSD, evidencia o distanciamento de Ângelo Coronel e, paralelamente, projeta o nome do filho, Dr. Daniel Alencar, como possível herdeiro político de sua trajetória.
No cenário de tensões internas do PSD, a análise política indica a manutenção de Otto Alencar como uma das principais lideranças da aliança suprapartidária de centro-esquerda conduzida pelo PT na Bahia, sustentada ao longo dos governos Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. O senador tem reiterado que sua prioridade é cumprir integralmente o mandato, preservando a coerência que marca sua atuação pública. Soma-se a esse componente o fato de possuir um filho com mandato de deputado federal, Otto Alencar Filho, além de um segundo filho que começa a ganhar espaço nos bastidores da política.
Para Otto Alencar, manter o apoio sólido e contínuo ao PT baiano não constitui apenas uma escolha circunstancial, mas um compromisso histórico. A relação foi consolidada em 2006, quando Jaques Wagner o convidou para a chapa majoritária como vice-governador. Naquele pleito, Wagner e Otto enfrentaram as forças conservadoras vinculadas ao antigo Carlismo, hoje reorganizadas sob o Magalhismo.
Desde então, Otto ocupa posição central na sustentação da base governista, atravessando diferentes ciclos políticos e preservando interlocução direta com Wagner, Rui Costa e Jerônimo. A tradição familiar e o capital político acumulado ao longo de décadas reforçam sua decisão de não interromper o mandato para uma nova disputa, preservando a linha histórica que sustenta sua atuação pública.
A projeção do filho amplia a presença da família Alencar na política baiana
O debate sobre sucessão dentro do PSD coincide com o crescimento natural do nome do médico Dr. Daniel Figueiredo de Alencar, filho de Otto, cuja reputação de competência, empatia e reconhecimento profissional desperta interesse em setores políticos e empresariais.
Sua formação sólida — graduação na EBMSP, residência no HUPES/UFBA, especialização no HUC/PUCPR e atuação como preceptor de residência ortopédica — projeta uma figura tecnicamente respeitada e dotada de atributos pessoais capazes de dialogar com diferentes segmentos sociais. Sua eventual entrada na vida pública ampliaria a presença política da família Alencar, preservando a aliança com o grupo liderado por Jaques Wagner e dando continuidade ao alinhamento com o PT.
Essa leitura reforça a importância de Otto permanecer no Senado, assegurando estabilidade à base governista, enquanto cria condições para que novas lideranças se consolidem gradualmente — inclusive dentro da própria família.
Conexão com a crise envolvendo Ângelo Coronel
A possível saída de Ângelo Coronel da base governista, acompanhada pelos filhos Diego Coronel e Ângelo Coronel Filho, aprofunda as divergências internas do PSD. Coronel declarou alinhamento com a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia em 2026, afastando-se de eventos oficiais do Governo Jerônimo Rodrigues.
Em contraste, Otto Alencar mantém atuação regular e pública ao lado do governador, reforça a defesa da reeleição de Jerônimo e preserva sua relação com Jaques Wagner e Rui Costa — exatamente o núcleo político que sustenta o projeto petista para a disputa majoritária.
Esse contraste evidencia uma ruptura de trajetória dentro do PSD:
- Coronel e seus filhos aproximam-se da oposição;
- Otto mantém o alinhamento histórico com o PT;
- A família Alencar surge como pilar de estabilidade dentro do grupo governista.











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