O deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou neste domingo (28/12/2025) que a suposta liderança do ex-prefeito de Salvador ACM Neto em pesquisas eleitorais passou a ser tratada com desdém e ironia até pela imprensa nacional, após uma sequência de derrotas da oposição em eleições recentes na Bahia. Segundo o parlamentar, reportagens recentes indicariam ceticismo quanto à capacidade de Neto de converter números de sondagens em resultados eleitorais concretos, além de levantar questionamentos sobre a consistência de seu projeto político para o estado.
Em declaração pública, Marcelino Galo afirmou que “ninguém cai mais no embuste da liderança de ACM Neto nas pesquisas”, sustentando que o histórico eleitoral recente teria minado a confiança em levantamentos que apontam vantagem da oposição. Para o deputado, a repetição de cenários projetados por pesquisas que não se confirmaram nas urnas teria provocado uma mudança de postura na cobertura jornalística, hoje mais cautelosa e crítica.
O parlamentar acrescentou que esse movimento não se limita à imprensa local. Segundo ele, veículos de alcance nacional passaram a registrar o tema com ironia e descrença, refletindo uma leitura mais pragmática dos resultados efetivos das disputas eleitorais na Bahia. Na avaliação de Galo, o desgaste seria consequência direta da distância entre projeções eleitorais e desfechos reais.
Referência a reportagem nacional
Como exemplo, Marcelino Galo citou uma matéria publicada pelo jornal O Globo, no domingo (28), que, segundo ele, dedicou um parágrafo ao tema com tom crítico. Para o deputado, o tratamento dado pelo jornal evidencia que a narrativa da liderança consolidada de ACM Neto já não é aceita de forma automática.
De acordo com Galo, a insistência do vice-presidente nacional do União Brasil em sustentar essa estratégia reforçaria a percepção de ausência de um projeto político estruturado para a Bahia. Na leitura do parlamentar, o foco reiterado em pesquisas, sem respaldo em propostas claras e resultados eleitorais, enfraquece o discurso oposicionista.
Acusações e questionamentos políticos
Além da crítica às pesquisas, o deputado petista retomou questionamentos mais duros sobre alianças políticas no campo da oposição. Ele mencionou a incorporação, ao partido de ACM Neto, de uma liderança empresarial apelidada por ele de “rei do lixo”, associada a investigações envolvendo licitações fraudulentas e supostos desvios que ultrapassariam R$ 1,4 bilhão dos cofres públicos.
Galo afirmou que essa decisão política ainda carece de esclarecimentos e que o tema deveria ser enfrentado de forma transparente. Para o parlamentar, o episódio agrava o desgaste da imagem da oposição e amplia as dúvidas sobre compromissos éticos e institucionais do grupo liderado por ACM Neto.
Repercussão no cenário político baiano
As declarações do deputado ocorrem em um contexto de reorganização das forças políticas na Bahia, com a base governista buscando consolidar sua narrativa de estabilidade e resultados administrativos, enquanto a oposição tenta redefinir sua estratégia para os próximos ciclos eleitorais.
Analistas políticos avaliam que o debate sobre a confiabilidade das pesquisas tende a ganhar centralidade, sobretudo em estados onde a discrepância entre sondagens e resultados eleitorais foi significativa. Nesse ambiente, a credibilidade das lideranças e a clareza de projetos programáticos tornam-se fatores decisivos para a formação da opinião pública.
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