A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) inaugurou nesta quarta-feira (10/12/2025) o Teatro Central, equipamento totalmente requalificado pelo Governo da Bahia e agora com capacidade para 931 pessoas, tornando-se o segundo maior teatro do estado em número de assentos. A entrega, realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues, marca a conclusão de uma demanda histórica da comunidade acadêmica e amplia as condições para atividades culturais, científicas e formativas no campus. O evento contou com as presenças do deputado federal José Cerqueira Neto (Zé Neto), deputado estadual Robinson Almeida, Angelo Almeida, secretário de Desenvolvimento Econômico e Roberta Santana, secretária da Saúde, dentre outras autoridades e personalidades.
O novo teatro integra o conjunto de obras do Governo do Estado destinadas ao fortalecimento das universidades estaduais, com investimento superior a R$ 10 milhões. A intervenção promoveu uma requalificação completa, contemplando tratamento acústico, instalação de novos painéis, iluminação cênica modernizada, pintura integral, polimento de piso, adequações de acessibilidade e ajustes técnicos nos bastidores.
Essas melhorias elevam o espaço ao padrão profissional exigido para espetáculos, congressos, conferências, aulas magnas e atividades laboratoriais, consolidando o teatro como um equipamento multifuncional apto a atender tanto produções internas quanto eventos de grande porte. A localização estratégica no campus amplia a circulação cultural e científica, reforçando a integração entre universidade e sociedade.
Durante a entrega, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a requalificação do teatro fortalece a missão institucional das universidades na formação crítica e cultural da população, destacando o potencial do equipamento para aproximar o conhecimento da comunidade regional.
Relevância acadêmica, científica e comunitária
A secretária da Educação, Rowenna Brito, ressaltou que o novo teatro expande o alcance dos projetos de ensino, pesquisa e extensão. Para ela, espaços como este são essenciais para metodologias participativas que vão além da sala de aula tradicional, permitindo novas experiências formativas e ampliando o diálogo entre universidade e território.
A reitora Amali Mussil destacou que a modernização estimulará a criação de uma programação cultural e acadêmica mais densa. A capacidade ampliada e a infraestrutura qualificada permitem que a UEFS receba festivais universitários, seminários, mostras artísticas, atividades científicas e iniciativas externas de caráter regional e nacional. Assim, a instituição se consolida como polo de circulação artística e de produção de conhecimento.
Entre os estudantes, predomina a expectativa de apropriação do novo teatro como espaço de vivência universitária ampliada. A estudante de Agronomia Laila Simões afirmou que o equipamento representa um ganho concreto para a comunidade, permitindo acesso a espetáculos, concertos, apresentações acadêmicas e eventos interdisciplinares que enriquecem a formação.
Um marco de política cultural universitária
A inauguração do Teatro Central da UEFS simboliza não apenas a entrega de um equipamento moderno, mas a retomada de uma tradição histórica: a presença da universidade como irradiadora de cultura, ciência e formação cidadã. Em um cenário nacional marcado por restrições orçamentárias, a decisão de priorizar infraestrutura cultural em instituições públicas de ensino superior reforça uma política de valorização do conhecimento como bem coletivo.
A requalificação, entretanto, inaugura desafios. A sustentabilidade do teatro dependerá de planejamento continuado, manutenção técnica e programação que articule ensino, extensão e participação social. Também se coloca a necessidade de garantir acessibilidade plena e gestão profissional capaz de atrair produções externas sem comprometer a vocação acadêmica do espaço.
Em termos institucionais, o equipamento posiciona a UEFS em novo patamar na rede de circulação cultural da Bahia, reforçando a tradição do estado na preservação da vida intelectual, das artes cênicas e da pesquisa científica. O potencial de impacto regional é significativo e merece acompanhamento ao longo dos próximos anos.









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