Governo Jerônimo consolida investimentos recordes em Cultura na Bahia e amplia política de territorialização em 2025

Em 2025, o Governo da Bahia consolidou investimentos recordes em Cultura, com destaque para a PNAB, fomento às artes, formação, patrimônio e modernização de equipamentos. A política de territorialização ampliou o alcance no interior, fortaleceu cadeias culturais e preparou o calendário do Verão 2026, reforçando a centralidade da cultura no desenvolvimento estadual.
Programações culturais, requalificação de equipamentos e ações territoriais marcam o ciclo de investimentos do Governo do Estado.

O Governo da Bahia, sob a liderança do petista Jerônimo Rodrigues, consolidou, ao longo de 2025, uma política cultural marcada por investimentos recordes e pela ampliação da territorialização das ações, alcançando a capital e o interior. Coordenadas pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e suas vinculadas, as iniciativas abrangeram fomento às artes, requalificação e abertura de espaços culturais, preservação do patrimônio e da memória e formação artística, com distribuição ampla dos recursos e fortalecimento de cadeias produtivas locais.

Um dos eixos centrais foi a execução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). No ciclo 1, foram mais de R$ 71 milhões, com 71% dos projetos no interior. Em 2025, o ciclo 2 foi lançado com mais de R$ 70 milhões, distribuídos em 27 editais, aptos a viabilizar até 1.090 projetos nas áreas de artes, identidades e saberes, formação, livro e leitura, museus e patrimônio, economia criativa e espaços culturais.

Fomento, circulação e internacionalização

No início do ano, a programação Verão Axé 40 anos ocupou espaços públicos e fortaleceu a agenda do Pelourinho, com 362 atrações em seis dias. O Edital Ouro Negro destinou R$ 15 milhões a blocos afro, samba-reggae e afoxés, complementados pelo Edital Carnaval do Pelô, que selecionou 81 atrações para o Centro Histórico.

A circulação e a internacionalização foram ampliadas pelo Edital Mobilidade Cultural, com R$ 5 milhões para apoiar atividades fora do estado e do país. O Executivo autorizou ainda R$ 5 milhões suplementares ao FazCultura, elevando o orçamento do programa a R$ 20 milhões em 2025, o maior patamar desde sua criação, nos anos 1990.

Formação e fortalecimento das artes

Além da PNAB e da Lei Paulo Gustavo, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) ampliou ações de formação, circulação e fomento. Destacam-se a requalificação das salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto, com R$ 1,6 milhão, e o reforço do Centro de Formação em Artes e da Escola de Dança, que atenderam mais de duas mil pessoas em cursos regulares, livres e de verão.

A circulação territorial avançou com o Circula Cena (R$ 532 mil em seis municípios) e o Quarta que Dança (mais de R$ 640 mil, com 32 ações formativas). O Programa de Qualificação para o Circo destinou mais de R$ 578 mil a artistas e circos itinerantes. Em literatura e artes visuais, a Funceb lançou publicações e alcançou mais de sete mil visitantes em exposições e mostras.

Música de concerto e diálogo setorial

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) consolidou a democratização do acesso à música de concerto, com temporadas gratuitas e populares que atingiram cerca de 40 mil pessoas presencialmente e mais de 380 mil visualizações em transmissões. Foram 47 apresentações, com interiorização via OSBA na Estrada (Feira de Santana, Cachoeira e Santo Amaro). No Teatro Castro Alves (TCA), a agenda integrou repertórios clássicos e populares, como OSBREGA, São João Sinfônico e Gal 80, além das Cameratas, com 192 apresentações em escolas, museus e hospitais.

A Funceb manteve os Diálogos Setoriais das Artes, reunindo agentes de todo o estado e funcionando como instrumento de mobilização para a eleição dos Colegiados Setoriais (gestão 2026/2027).

Livro, leitura e memória

A Fundação Pedro Calmon (FPC) liderou uma política de leitura com recorde de 101 feiras literárias, consolidando a Bahia como o estado que mais investe no segmento. As bibliotecas públicas estaduais registraram público estimado de 50 mil pessoas, com ações formativas, contação de histórias, oficinas e itinerâncias. Houve doação de 20 mil livros, aquisição de 15 mil títulos de editoras baianas, implantação de laboratório de digitalização e avanço na aquisição definitiva do prédio do Arquivo Público.

Patrimônio e reconhecimento nacional

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) destinou mais de R$ 11 milhões a obras de restauro em 2025 — alta de 17% no ano e quase 100% em dois anos. Entre as entregas estão a reabertura do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho (obra superior a R$ 42 milhões), o Memorial das Matriarcas OdéKayodé e requalificações em imóveis tombados, como Solar Ferrão e Juceb, além de intervenções em Valença, Feira de Santana, Cachoeira e Banzaê. O IPAC obteve reconhecimento nacional com exposições premiadas e museus ranqueados entre os melhores do país.

Os equipamentos participaram da Temporada França–Brasil, cuja abertura ocorreu no MAM-BA, em celebração aos 200 anos de relações diplomáticas, com presença do presidente Emmanuel Macron. Artes visuais, música, cinema e ações formativas aproximaram culturas brasileiras, africanas e europeias.

Infraestrutura cultural e novos equipamentos

A SecultBA avançou na modernização de equipamentos. O TCA passa pela maior intervenção de sua história, com R$ 260 milhões, assegurando climatização, segurança e acessibilidade. Foram entregues a Casa da Música de Itapuã (mais de R$ 700 mil) e a Sala Mestres e Mestras da Palavra. Seguem em reforma o Cine Teatro Solar Boa Vista (Salvador), o Teatro Dona Canô (Santo Amaro), o Complexo Carro de Boi e o Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana).

Com capacidade para mais de 900 pessoas, o teatro da Universidade Estadual de Feira de Santana é o maior em uma universidade pública baiana. A obra, superior a R$ 10 milhões, concluiu e modernizou o Teatro Central do campus, ampliando o acesso cultural no interior e integrando políticas de Educação e Cultura.

Verão 2026 e dinamização do Centro Histórico

Para encerrar 2025, o Governo apresentou as ações do Verão 2026. Com o tema “Verão da Bahia. Um estado de alegria”, a programação reúne festas populares, shows, cortejos, ensaios, exposições, performances, contação de histórias e encontros literários. No Pelourinho, o Amô pelo Pelô — maior ação de dinamização do Centro Histórico — ocupará largos e praças ao longo de toda a estação, além de manifestações tradicionais que antecipam o clima carnavalesco.

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