O Governo Jerônimo registrou em novembro de 2025 o menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos, segundo dados consolidados da Polícia Civil. Com megaoperações, asfixiamento financeiro de facções e reforço no patrulhamento, o estado contabilizou 273 casos no mês, uma redução de 28% em relação a novembro de 2024, quando foram anotadas 379 ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.
O balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) aponta que novembro consolidou uma tendência de queda sustentada nos crimes violentos. Em declaração oficial, o secretário Marcelo Werner atribuiu o desempenho à “dedicação incansável das Forças Policiais da Bahia”, destacando o papel das megaoperações desencadeadas desde o início do ano para desarticulação de facções.
Segundo Werner, o estado vem registrando reduções consecutivas: 6% em 2023 e 8,2% em 2024, reforçando o impacto da estratégia integrada de inteligência, repressão qualificada e aumento do efetivo policial.
Outro fator citado pela SSP-BA é o conjunto de operações de asfixiamento financeiro, que mapeiam fluxos de recursos ilícitos, bloqueiam ativos e enfraquecem a capacidade logística das organizações criminosas. A ampliação do uso de tecnologia e de equipes especializadas de investigação também tem sido decisiva.
Reforço no efetivo e novas ações programadas
O governo estadual tem destacado investimentos contínuos na Segurança Pública. Desde 2023, foram contratados 6 mil policiais e bombeiros, ampliando o contingente operacional nas ruas e a capacidade de resposta a ocorrências de alta complexidade.
Werner afirmou que na sexta-feira (05/12) mais 2 mil policiais militares serão incorporados às tropas, reforçando batalhões em Salvador, RMS e principais cidades do interior. Ao lado do patrulhamento ostensivo, o estado também avançou na reestruturação técnico-científica.
A Criminalística da Bahia ampliou sua força de trabalho com a duplicação do efetivo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), medida que reduziu gargalos na produção de laudos, identificação de armas, análise de cenas de crime e exames periciais.
O secretário confirmou ainda que, em 2026, será realizado um novo concurso para a Polícia Civil, contemplando 750 vagas distribuídas entre delegados, escrivães e investigadores. O objetivo é fortalecer investigações, dinamizar o fluxo de inquéritos e ampliar a capacidade de enfrentamento a organizações criminosas.
Tendências e desafios para a segurança pública baiana
Estratégias integradas e expansão territorial
A recente queda das mortes violentas reflete uma estratégia de ocupação territorial e integração entre unidades operacionais — Polícias Civil e Militar, Bombeiros, DPT e inteligência. O modelo combina repressão qualificada, monitoramento em tempo real, rastreamento de fluxos financeiros e operações de alta complexidade nas regiões de maior incidência criminal.
Enfrentamento às facções
A SSP-BA intensificou operações contra grupos armados, com foco na apreensão de armas, drogas, veículos e bens adquiridos com recursos ilícitos. A atuação coordenada com o Ministério Público e com o Judiciário tem permitido acelerar ordens de prisão, bloqueio de contas e quebras de sigilo.
A formação continuada de novos agentes e o investimento em tecnologia — câmeras corporais, monitoramento por drones e expansão do CICOM — têm ampliado a capacidade de prevenção e resposta.
Entre avanços estruturais e desafios de continuidade
Apesar dos resultados expressivos, a redução das mortes violentas exige continuidade das políticas de Estado, estabilidade institucional e consistência no investimento público. A contratação de novos policiais e a expansão da Criminalística demonstram um esforço de reorganização estrutural, mas dependem de execução orçamentária sustentável.
O enfrentamento às facções, embora avance com a asfixia financeira, demanda articulação permanente entre diferentes órgãos e níveis de governo. A queda de 28% em novembro é significativa, mas só se consolidará como tendência duradoura se integrada a políticas sociais, requalificação urbana e manutenção do ritmo de modernização policial.
O anúncio de novo concurso para 750 vagas na Polícia Civil, previsto para 2026, sugere compromisso de continuidade. Contudo, sua eficácia dependerá da reposição de quadros experientes, da qualificação técnica e da eficiência da formação dos novos servidores.
Segue uma organização objetiva, formal e estruturada dos principais dados, distribuídos em categorias claras para facilitar leitura, referência e uso em reportagens, infográficos ou análises de segurança pública.
Indicadores de Violência Letal
- 273 mortes violentas em novembro de 2025.
- 379 mortes violentas em novembro de 2024.
- Redução de 28% no comparativo anual.
- Menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos.
- Tipos de ocorrências incluídas: homicídio, latrocínio, lesão dolosa seguida de morte.
Histórico de Queda na Violência
- 2023: queda de 6% nas mortes violentas.
- 2024: queda de 8,2% nas mortes violentas.
- 2025: novembro apresenta a maior redução mensal da série recente (28%).
Operações Policiais e Estratégias
- Realização de megaoperações de combate ao crime organizado.
- Asfixiamento financeiro de facções criminosas.
- Reforço no patrulhamento ostensivo.
- Ampliação de ações de inteligência e investigação integrada.
Contratação e Reforço do Efetivo
- 6.000 policiais e bombeiros contratados entre 2023 e 2025.
- Entrada de 2.000 novos PMs na sexta-feira (05/12/2025).
- Ampliação do efetivo operacional nas ruas e nos batalhões estratégicos.
Reestruturação Técnica e Científica
- Duplicação do efetivo do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
- Reforço à produção de laudos, exames periciais e apoio às investigações.
- Ampliação da Criminalística como eixo complementar do combate à violência.
Planejamento Futuro
- Anúncio de concurso público para 2026.
- 750 vagas previstas para a Polícia Civil (delegados, escrivães e investigadores).
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Expansão planejada da capacidade de investigação e resposta qualificada.










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