A retrospectiva “A Olho Nu”, maior já dedicada ao artista Vik Muniz, será inaugurada nesta sexta-feira (12/12/2025) no Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_Bahia), com abertura restrita a convidados às 17h e visitação pública a partir de sábado (13/12/2025). A mostra, realizada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), permanece disponível até 29 de março de 2026, com entrada gratuita.
Com mais de 200 obras distribuídas em 37 séries, a exposição reúne trabalhos que percorrem diversas fases da produção do artista, reconhecido pela utilização de materiais como chocolate, açúcar, poeira, lixo, fragmentos de revista e arame. O conjunto inclui desde experimentos escultóricos iniciais até peças que marcam a fotografia como eixo central de sua criação.
O MAC_Bahia destacou que a retrospectiva reforça o objetivo institucional de ampliar a circulação de arte contemporânea no Nordeste. A mostra integra ações estratégicas voltadas à formação de público, à mediação cultural e ao acesso às grandes exposições nacionais.
Obras inéditas e peças exibidas pela primeira vez no Brasil
Entre os destaques, a exposição apresenta quatro obras inéditas no MAC_Bahia: Queijo (Cheese), Patins (Skates), Ninho de Ouro (Golden Nest) e Suvenir nº 18. O público também terá acesso a peças nunca exibidas no Brasil, como Oklahoma, Menino 2 e Neurônios 2, antes apresentadas apenas nos Estados Unidos.
A mostra se estende para outros espaços da cidade: o ateliê do artista, no Santo Antônio Além do Carmo, que sediará encontros e visitas especiais, e a Galeria Lugar Comum, na Feira de São Joaquim, onde será exibida uma instalação inédita inspirada na obra Nail Fetish. É a primeira participação de Muniz nesse território cultural de Salvador.
O curador e diretor do MAC_Bahia, Daniel Rangel, afirmou que o recorte da exposição busca estabelecer diálogo entre a produção do artista e a cultura regional. Ele ressaltou que a chegada da retrospectiva representa marco para a instituição.
Séries históricas e expansão institucional
Logo na entrada do MAC_Bahia, o visitante encontra a série Relicário (1989–2025), considerada fundamental para compreender a transição do artista do objeto para a fotografia. Não exibida desde 2014, a série apresenta esculturas tridimensionais que antecedem sua consolidação internacional.
A retrospectiva fortalece a parceria entre o IPAC e o CCBB, que avança na implantação de sua unidade no Palácio da Aclamação. O CCBB Salvador, mesmo antes da abertura oficial, vem promovendo ações culturais na capital, incluindo a realização desta mostra.
Para receber “A Olho Nu”, o IPAC e o MAC_Bahia mobilizaram estrutura que inclui manutenção, segurança, iluminação museológica, logística operacional, mediação e ações educativas voltadas a escolas, universidades e grupos culturais. A expectativa institucional é de cerca de 400 visitantes por dia durante o período expositivo.
Programação gratuita e impacto cultural
A exposição oferece acesso gratuito e programação contínua, consolidando o MAC_Bahia como um dos principais equipamentos dedicados à arte contemporânea no Nordeste. O museu foi indicado entre as melhores instituições de 2025 pela Revista Continente, reforçando sua atuação no cenário cultural brasileiro.
Com a ampliação de espaços, obras inéditas e ações formativas, “A Olho Nu” deve integrar de forma significativa a agenda cultural de Salvador nos próximos meses, proporcionando visão ampla do percurso criativo de Vik Muniz.












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