A cotação da arroba do boi gordo encerrou 2025 em R$ 310,00, de acordo com levantamento da Cooperfeira, refletindo a última referência de preços do ano no mercado pecuário baiano. O valor consolida um movimento de ajuste observado ao longo do mês de dezembro, após um período de maior firmeza nas cotações, e está alinhado a um padrão sazonal típico do encerramento do calendário anual.
Comportamento da arroba em dezembro
Ao longo de dezembro, a arroba apresentou estabilidade nas duas primeiras semanas, seguida de correção no fechamento do mês. As referências observadas foram:
- 16 de dezembro: R$ 320,00
- 23 de dezembro: R$ 320,00
- 30 de dezembro: R$ 310,00
Na comparação interna do mês, a queda acumulada foi de R$ 10,00, o equivalente a um recuo de 3,1% entre a primeira quinzena e o encerramento do período. A variação é considerada compatível com a dinâmica do fim de ano, quando se intensifica o ritmo de abates, as escalas dos frigoríficos ficam mais confortáveis e há redução no volume de negócios na última semana.
Fatores conjunturais do fim de ano
Segundo avaliações do setor, a correção de dezembro decorre de ajustes operacionais e logísticos comuns ao período, com menor pressão compradora e maior previsibilidade das escalas industriais. O comportamento não indica ruptura de fundamentos, mas sim acomodação temporária em um mercado que vinha operando com preços sustentados.
Esse movimento também é influenciado pela organização do fluxo de oferta e pela redução do apetite por novas negociações no fechamento do ano, quando agentes priorizam a equalização de posições e a programação para o início do ciclo seguinte.
Balanço de 2025 permanece positivo
Apesar da correção pontual em dezembro, o balanço de 2025 é considerado positivo para a pecuária de corte. O ano foi marcado por preços sustentados, impactados pelo controle da oferta, custos elevados de produção e pela dinâmica do ciclo pecuário.
Um dos fatores centrais foi a retenção de fêmeas nos pastos, estratégia que limita a oferta imediata de animais para abate e posterga a recomposição do rebanho. Esse comportamento reforça a leitura de equilíbrio estrutural do mercado, com efeitos que se estendem para o médio e longo prazos.
Perspectivas para o início de 2026
A avaliação da Cooperfeira indica que a acomodação registrada no fim de dezembro não altera a tendência estrutural do mercado. O setor segue em equilíbrio, com viés de sustentação para o início de 2026, sobretudo diante do tempo necessário para que a retenção atual se traduza em aumento efetivo da oferta.
A expectativa predominante é de continuidade de preços firmes, condicionada à evolução do ciclo pecuário, ao comportamento dos custos e à capacidade de absorção da demanda no primeiro trimestre do novo ano.








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