O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou na sexta-feira (12/12/2025) a Operação Xeque-Mater, voltada à investigação de uma organização criminosa que envolve agentes políticos do município de Madre de Deus. A atuação é conduzida pela Unidade de Assessoramento e Investigação (Unai) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Senhor do Bonfim, Salvador e Lauro de Freitas. Entre os alvos estão agentes públicos municipais e empresas dos ramos de eventos e locações, apontadas como utilizadas para dar aparência de legalidade a contratações públicas.
As diligências integram investigação que apura fraudes estruturadas em procedimentos licitatórios, com impactos diretos sobre a administração pública municipal.
Esquema investigado e atuação do grupo criminoso
De acordo com o MPBA, as investigações identificaram um esquema baseado na simulação de competitividade em credenciamentos e pregões eletrônicos, com direcionamento de contratos a empresas vinculadas a agentes políticos e seus familiares.
O modelo de atuação incluía a dissimulação da condução logística e financeira das contratações, com o objetivo de ocultar o controle dos procedimentos licitatórios e favorecer interesses privados.
Segundo o apurado, o grupo é liderado por um dos agentes políticos investigados, que exercia influência direta sobre a estrutura do esquema criminoso.
Valores sob apuração e contratos direcionados
As apurações indicam que o grupo criminoso direcionou de forma fraudulenta mais de R$ 4,5 milhões em contratos públicos, no período compreendido entre (2021) e (2023).
O Ministério Público aponta que o valor total pode ser superior, uma vez que as empresas investigadas continuaram sendo contratadas pelo poder público. Até (04/2025), os contratos somam R$ 13,9 milhões, montante que permanece sob análise.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os beneficiários, quantificar o prejuízo aos cofres públicos e responsabilizar os envolvidos.
Apoio das forças de segurança
A operação conta com o apoio da Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom).
A Polícia Militar da Bahia, por intermédio do Batalhão de Choque, também atua no cumprimento dos mandados e na segurança das equipes envolvidas.








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