A Polícia da Bahia prendeu 190 líderes de facções criminosas ao longo de 2025, em ações concentradas no enfrentamento direto às cúpulas do crime organizado. Os dados abrangem o período de janeiro a dezembro de 2025 e foram destacados pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT), com base em registros oficiais das forças de segurança. As prisões ocorreram tanto em território baiano quanto em outros estados da federação, em operações articuladas com polícias estaduais e órgãos federais.
Do total de prisões, 115 lideranças criminosas foram capturadas na Bahia, enquanto 75 foram presas fora do estado, sobretudo em São Paulo (15) e Rio de Janeiro (28). Segundo o parlamentar, o deslocamento de chefes de facções para outros estados tem sido uma estratégia recorrente para escapar da repressão policial, o que motivou o reforço das operações interestaduais e a intensificação da cooperação entre forças de segurança.
Operações interestaduais e foco nas lideranças
Marcelino Galo afirmou que a estratégia adotada pelas forças policiais tem priorizado os chamados “peixes grandes” do crime, com ações direcionadas às lideranças responsáveis pela articulação, financiamento e comando das organizações criminosas. De acordo com ele, não há barreiras territoriais para a atuação policial, uma vez que as operações são realizadas de forma integrada com outras unidades da federação.
O parlamentar ressaltou que a Polícia Civil da Bahia tem atuado de maneira contínua fora do estado, acompanhando o deslocamento de criminosos e executando mandados judiciais em parceria com outras corporações. Essa atuação coordenada, segundo Galo, tem sido fundamental para evitar a recomposição das estruturas de comando das facções.
Prisões de integrantes do “Baralho do Crime”
Entre os presos ao longo de 2025 estão 23 integrantes do chamado “Baralho do Crime”, lista elaborada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) que reúne criminosos considerados de alta periculosidade e prioridade máxima para captura. Para o deputado, a retirada dessas lideranças das ruas representa um impacto direto na capacidade operacional das facções.
“A captura dessas lideranças de diversas organizações criminosas significa a força da Polícia Civil da Bahia no enfrentamento ao crime organizado”, afirmou Galo, ao destacar o efeito simbólico e prático das prisões de nomes estratégicos para o submundo criminal.
Bloqueio bilionário de recursos do crime
Além das prisões, o parlamentar destacou que a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 12 bilhões provenientes de atividades criminosas ao longo do ano. Segundo ele, os valores apreendidos e bloqueados atingem diretamente a base financeira das organizações criminosas, dificultando o financiamento de armas, drogas, logística e corrupção.
De acordo com Galo, os recursos bloqueados devem ser revertidos para investimentos nas forças policiais, especialmente na Polícia Civil, ampliando a capacidade operacional, tecnológica e investigativa do Estado no combate ao crime organizado.
Doutrina de inteligência e operações integradas
O deputado elogiou a política adotada pela área de segurança pública da Bahia, baseada na doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência (POI). Esse modelo prioriza o uso sistemático de informações, análise de dados e investigações qualificadas para direcionar ações policiais mais precisas e eficazes.
Outro ponto destacado foi a ampliação das operações integradas entre forças estaduais e federais de segurança pública, consideradas decisivas para o alcance dos resultados registrados em 2025. A cooperação institucional tem permitido ações simultâneas, cumprimento de mandados em diferentes estados e maior pressão sobre as redes criminosas.
Atuação política e acompanhamento institucional
Como líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelino Galo afirmou acompanhar de perto os indicadores de segurança pública e as ações das forças policiais. Segundo ele, o combate ao crime organizado exige continuidade, inteligência e integração, evitando ações pontuais e priorizando o enfraquecimento estrutural das facções.
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