O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana (Sindesp) divulgou esclarecimento nesta segunda-feira (10/12/2025) sobre o contrato do plano de saúde União Médica, após dúvidas levantadas por servidores a respeito de reajustes, coparticipação e possível suspensão de atendimento. A entidade afirma que a Prefeitura tem realizado todos os pagamentos dentro do cronograma, e que a discussão atual ocorre em função do ciclo anual de análise contratual solicitado pela operadora.
Segundo o presidente licenciado do Sindesp, Hamilton Ramos, designado pela presidenta em exercício Lorena Moura para conduzir o tema, o impasse decorre de solicitação da operadora para revisão de valores, motivada pela sinistralidade acima de 80% — índice que compara o total de despesas médicas com o montante arrecadado. Ele explica que o volume de atendimentos pressionou o plano e levou a União Médica a propor reajustes, inclusive com possibilidade de coparticipação.
Hamilton sustenta que o sindicato não reivindica aumento, e que eventuais mudanças só são consideradas em último caso, visando evitar riscos aos atendimentos. Ele afirma que servidores têm buscado o sindicato para queixas de atendimento, embora o contrato estabeleça que os primeiros canais de suporte sejam a operadora, o RH do município ou a corretora responsável.
De acordo com ele, o desgaste recai sobre o Sindesp de forma indevida: “Ficam jogando tudo para o sindicato, como se o sindicato tivesse culpa”, afirmou.
Risco de cancelamento preocupa servidores
Apesar do cenário de negociação, Hamilton esclarece que a entidade não recebeu aviso formal de cancelamento, mas reconhece a necessidade de cautela. A interrupção poderia afetar servidores em tratamento contínuo, o que exige decisão responsável.
Ele reforça que, caso a União Médica opte pela rescisão, a responsabilidade será da operadora, não do sindicato. O dirigente também chamou atenção para o número de beneficiários não filiados, condição prevista contratualmente. “Muita gente quer ter o plano e os benefícios, mas não quer cumprir com as obrigações. O contrato exige filiação”, pontua.
Sindesp insiste: reajuste não é proposta do sindicato
Hamilton lembra que a definição de sinistralidade é técnica e cabe à operadora, seguindo parâmetros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O sindicato, afirma, apenas é chamado a se posicionar quando há risco de descontinuidade. “Concordamos apenas quando somos colocados em xeque-mate, porque, se não aceitarmos, corremos o risco de ver o plano cancelado — e isso seria péssimo para os servidores”, disse.
Mesmo reconhecendo o impacto financeiro para a União Médica, o dirigente afirma que o objetivo é preservar o atendimento sem repassar aumentos indevidos aos trabalhadores. “Entendemos que nenhuma empresa opera indefinidamente no vermelho, mas é muito difícil lidar com planos de saúde”, comenta.
Diálogo segue aberto entre as partes
O Sindesp informa que mantém tratativas com a operadora e com a Prefeitura de Feira de Santana para encontrar uma saída viável e equilibrada. O foco é preservar o acesso ao serviço, evitar desassistência e reduzir inseguranças entre beneficiários.
“Vamos continuar lutando para preservar o direito dos trabalhadores, evitar prejuízos e garantir que ninguém fique desassistido”, concluiu Hamilton Ramos.











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