União entre ACM Neto e João Roma reacende críticas e leva deputado do PT a classificar disputa de 2022 como “farsa”

O deputado Marcelino Galo (PT) afirmou que a atual união entre ACM Neto e João Roma confirma que o conflito entre ambos em 2022 foi estratégico e não real. Segundo ele, a Bahia rejeita o bolsonarismo e já deu essa resposta nas urnas ao eleger Jerônimo Rodrigues. O parlamentar projeta que, alinhado a Lula e ao governo estadual, o campo petista voltará a derrotar a oposição nas eleições de 2026, possivelmente ainda no primeiro turno.
Deputado do PT afirma que união entre ACM Neto e João Roma confirma farsa eleitoral de 2022 e projeta nova derrota da oposição na Bahia em 2026.

O deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou que a atual convergência política entre ACM Neto e João Roma confirma que o embate travado entre ambos nas eleições de 2022 teria sido uma estratégia simulada. Para o parlamentar, a reaproximação expõe uma articulação eleitoral que, apesar de ter levado a disputa ao segundo turno, terminou com a vitória do petista Jerônimo Rodrigues. Galo sustenta ainda que a Bahia “repele o bolsonarismo” e projeta novo revés eleitoral para o grupo nas eleições de 2026.

Ao avaliar o cenário político estadual, Marcelino Galo reiterou sua posição crítica ao bolsonarismo, associando-o a impactos negativos para a Bahia. Segundo o deputado, o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro teria prejudicado a população baiana, com ênfase na condução da pandemia de Covid-19, que, em sua avaliação, resultou em perdas humanas significativas.

O parlamentar afirmou que o eleitorado baiano consolidou, nos últimos anos, uma postura de rejeição a esse campo político, refletida nos resultados das urnas. Para ele, essa rejeição permanece como elemento central do ambiente eleitoral no estado.

Galo também classificou João Roma como um “forasteiro político”, sustentando que o ex-ministro não teria base social suficiente para viabilizar um projeto majoritário na Bahia, mesmo com o apoio de ACM Neto.

A reaproximação entre Neto e Roma e a narrativa de 2022

Na leitura do líder petista, a aliança hoje explícita entre ACM Neto e João Roma desmonta a narrativa de antagonismo construída durante o pleito de 2022. Segundo Galo, a separação política à época teria sido uma estratégia para ampliar o alcance eleitoral do grupo, ainda que com limites claros.

O deputado recorda que a manobra conseguiu levar a eleição para o segundo turno, mas não impediu a derrota final para o então candidato do PT. Para ele, o resultado demonstrou que o eleitorado percebeu a articulação e respondeu negativamente.

Na avaliação apresentada, a atual união apenas reforça a leitura de que o confronto anterior não passou de uma construção tática, sem divergências substantivas entre os projetos políticos envolvidos.

Projeções eleitorais e confiança no campo governista

Ao projetar o cenário para 2026, Marcelino Galo afirmou que a população baiana deverá novamente se posicionar de forma majoritária ao lado do campo governista. O deputado citou o alinhamento com o presidente Lula e com o governador Jerônimo Rodrigues como fatores determinantes para uma vitória ainda no primeiro turno.

Segundo ele, a resposta dada nas urnas em 2022 tende a se repetir, agora com maior clareza para o eleitorado quanto às alianças e estratégias adotadas pela oposição. Galo sustenta que a consolidação desse entendimento político reduz o espaço para discursos que tentem dissociar lideranças historicamente alinhadas.


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