Urbanização da Lagoa do Prato Raso em Feira de Santana recebe R$ 52 milhões do Novo PAC; Deputado Zé Neto destaca investimentos dos Governos Lula e Jerônimo

Deputado Zé Neto destaca investimentos dos Governos Lula e Jerônimo na urbanização da Lagoa do Prato Raso em Feira de Santana.
Deputado Zé Neto apresenta área da Lagoa do Prato Raso, no bairro Queimadinha, onde será implantado projeto de urbanização e saneamento com recursos federais e estaduais, sob coordenação da Conder.

O deputado federal Zé Neto anunciou nesta quarta-feira (24/12/2025) a liberação de R$ 52 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a urbanização da Lagoa do Prato Raso, localizada no bairro Queimadinha, em Feira de Santana. O plano, articulado entre governos federal e estadual e executado pela Conder, prevê drenagem, saneamento básico e a relocação de 80 famílias, com foco na redução de alagamentos históricos e na recomposição ambiental do corpo hídrico.

Em discurso gravado e divulgado nas redes sociais, Zé Neto afirmou que o projeto já possui estudo técnico concluído na Conder e que os recursos liberados pelo governo federal, com apoio do presidente Lula, do ministro Rui Costa e do governador Jerônimo Rodrigues, permitirão o início imediato das obras.

O plano inclui intervenções de macrodrenagem e microdrenagem pluvial, implantação de redes de saneamento básico e a requalificação física da área, com ênfase na recomposição hídrica do espelho d’água. Estão previstas também ações de controle de enchentes que visam mitigar episódios de alagamentos que afetam historicamente tanto a Lagoa do Prato Raso quanto bairros vizinhos.

Conder e o papel da urbanização em corpos hídricos

A Conder, empresa pública vinculada ao Governo da Bahia, tem priorizado em sua carteira de projetos iniciativas de infraestrutura urbana e saneamento em áreas metropolitanas, incluindo obras de drenagem estruturada e requalificação de espaços hídricos no estado. Obras de rede de drenagem e cobertura de canais pluviais fazem parte da estratégia técnica de enfrentamento de enchentes em centros urbanos baianos, segundo publicações oficiais da companhia e planos anteriores do Novo PAC.

Alagamentos históricos e degradação ambiental

A Lagoa do Prato Raso está situada em área urbana consolidada e historicamente submetida a pressões antrópicas decorrentes de ocupação desordenada, ausência de saneamento adequado e lançamento de dejetos domésticos no corpo hídrico, que se agravaram nas últimas décadas. Estudos acadêmicos sobre a dinâmica ambiental da lagoa destacam que o corpo d’água foi intensamente modificado por intervenções humanas e que a presença de rede de esgoto inadequada contribui para episódios de inundação e degradação ambiental.

O projeto atual se propõe a reverter parte desses efeitos por meio de intervenções técnicas que reorganizem o fluxo das águas pluviais e melhorem a drenagem urbana. A realocação das famílias na área faz parte da estratégia de criar um espaço urbanisticamente funcional e ambientalmente equilibrado.

Desafios de execução e continuidade

Apesar da liberação dos recursos e da articulação federativa, persistem desafios operacionais e sociais. A execução de obras hidráulicas em áreas densamente ocupadas demanda gestão eficiente de reassentamento, garantia de direitos das famílias impactadas e transparência na aplicação dos recursos. A continuidade das obras também dependerá de monitoramento ambiental e integração com políticas municipais de saneamento e de manejo das águas pluviais.

Especialistas em planejamento urbano apontam que a recomposição de corpos hídricos urbanos não se limita à obra física, sendo necessária manutenção contínua e participação comunitária para assegurar os efeitos de longo prazo.


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