Carnaval sem música? Campanha do Ecad alerta para a importância dos compositores e do direito autoral

O Ecad lançou sua campanha institucional para o Carnaval 2026 com uma pergunta provocativa — o que seria do Carnaval sem música? — para destacar o papel central dos compositores e artistas da música na maior manifestação cultural do país. Estrelada pelo segundo ano consecutivo por Milton Cunha, a ação utiliza um contraste visual direto para reforçar a mensagem de que sem compositores não existe Carnaval, nem sustentabilidade para a cadeia criativa da música brasileira.

Intitulada “Seu Milton”, a campanha apresenta dois cenários opostos. Em um deles, Milton Cunha surge de terno e gravata, com aparência apagada, simbolizando um mundo sem samba e sem música. No outro, aparece vibrante, colorido e exuberante, imagem associada ao Carnaval e à identidade cultural brasileira. O recurso narrativo visual sintetiza a ideia central: a música é o coração da folia.

Ao imaginar um Carnaval esvaziado de sons, a iniciativa chama a atenção para a dependência estrutural da festa em relação à criação musical. O objetivo é simples e direto: valorizar o direito autoral como base de remuneração dos criadores, garantindo a continuidade da produção cultural que sustenta blocos, trios elétricos, escolas de samba e eventos em todo o país.

Importância econômica e cultural do direito autoral

Os dados apresentados pelo Ecad reforçam a relevância prática do tema. Somente no Carnaval de 2025, foram distribuídos R$ 30,8 milhões em direitos autorais de execução pública, beneficiando mais de 11 mil titulares em todas as regiões do Brasil. Para muitos desses profissionais, o período carnavalesco representa uma parcela decisiva da renda anual.

A campanha, portanto, não se limita a uma defesa simbólica da cultura. Ela aponta para uma engrenagem econômica concreta, que envolve compositores, intérpretes, músicos, editoras e produtores. Sem o recolhimento e a distribuição dos direitos autorais, essa cadeia perde previsibilidade, estímulo e capacidade de renovação.

Obrigação legal e responsabilidade dos organizadores

Além do aspecto cultural, o Ecad reforça que o pagamento do direito autoral é uma obrigação legal, prevista na Lei nº 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais). A norma determina que a remuneração deve ser efetuada sempre que obras musicais são executadas publicamente, inclusive em eventos gratuitos, sejam eles promovidos por entes públicos ou privados.

Segundo a superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, o respeito ao direito autoral é condição essencial para a sobrevivência da música brasileira. A remuneração contínua dos compositores garante não apenas justiça econômica, mas também a permanência da música como elemento vivo e central do Carnaval.

Estrutura e produção da campanha

A campanha “Seu Milton” foi desenvolvida pela agência Camisa 10, com criação de Bruno Richter e Victor Vicente. A produção envolveu equipes especializadas em mídia, fotografia, audiovisual e áudio, refletindo uma estratégia multiplataforma voltada para ampliar o alcance da mensagem durante o período carnavalesco.

A proposta combina linguagem acessível, força simbólica e dados objetivos, buscando dialogar tanto com o público em geral quanto com organizadores de eventos e gestores culturais.

A campanha “Seu Milton”, lançada pelo Ecad para o Carnaval 2026, utiliza o contraste visual protagonizado por Milton Cunha para destacar que sem música não há Carnaval. A iniciativa reforça a importância dos compositores, do direito autoral e da remuneração legal prevista na Lei nº 9.610/98. Em 2025, o Ecad distribuiu R$ 30,8 milhões a mais de 11 mil titulares, evidenciando o impacto econômico da folia na música brasileira.
Campanha do Ecad para o Carnaval 2026 destaca a importância dos compositores, do direito autoral e da música como base da maior festa popular do Brasil.

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