O deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou nesta quinta-feira (15/01/2026) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto “se assumiu bolsonarista” ao sinalizar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A declaração foi feita durante a Lavagem do Bonfim e repercute no ambiente político baiano ao associar o vice-presidente nacional do União Brasil ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declarações e críticas do parlamentar
Segundo Marcelino Galo, a sinalização de apoio representaria um posicionamento explícito de ACM Neto no espectro bolsonarista. O deputado questionou a coerência do ex-prefeito e relembrou episódios anteriores que, em sua avaliação, indicariam indefinição política. “Será que não vai ter ‘tanto faz’ nas eleições deste ano?”, afirmou, em referência a dúvidas sobre a condução estratégica do grupo liderado por ACM Neto.
O parlamentar também criticou a confiabilidade política do ex-prefeito, citando relatos de aliados que apontariam fragilidade no cumprimento de acordos. Para Galo, essa percepção comprometeria a credibilidade do discurso político e a previsibilidade das alianças eleitorais.
Referência às eleições de 2022
Na avaliação do deputado do PT, o apoio a Flávio Bolsonaro remete a práticas adotadas em 2022. Galo citou a distribuição de material de campanha que associava ACM Neto ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a estratégia como tentativa de confundir o eleitorado. Para ele, a conduta evidenciaria contradições entre discurso público e alinhamentos efetivos.
O parlamentar enfatizou que tais episódios permanecem na memória política recente da Bahia e influenciam a leitura atual sobre as movimentações do ex-prefeito no cenário nacional.
Debate sobre o conceito de “mudança”
Marcelino Galo também questionou o discurso de “mudança” frequentemente associado a ACM Neto. Segundo o deputado, é necessário esclarecer o conteúdo dessa proposta e suas implicações práticas. Ele mencionou críticas à gestão federal anterior, associada ao bolsonarismo, incluindo o retorno do país ao Mapa da Fome e a condução da crise sanitária da pandemia de Covid-19.
Para o líder petista, esses pontos colocam em xeque a narrativa de renovação e exigem um posicionamento mais claro diante do eleitorado sobre valores, prioridades e compromissos políticos.
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