O deputado estadual Marcelino Galo, líder do PT na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), reagiu de forma contundente, neste final de semana, à declaração de ACM Neto de que “o PT da Bahia deu as costas aos pobres”. Em nota e manifestações públicas, Galo classificou a fala como desprovida de fundamento, apontou contradições políticas do ex-prefeito e citou dados oficiais, políticas públicas e estudos econômicos para sustentar que os governos petistas mantêm foco central em educação, saúde, inclusão social e infraestrutura no estado.
Ao comentar a declaração de ACM Neto, Marcelino Galo recorreu a uma referência cultural dos anos 1970 para ilustrar sua crítica: “Como ele é cara de pau, mas um dia vai se dar mal”, trecho de uma canção popular da época, usado pelo parlamentar para expressar indignação diante do que classificou como incoerência política do ex-prefeito de Salvador.
Segundo Galo, a acusação feita por ACM Neto ignora o histórico de políticas públicas implementadas ao longo dos governos do PT na Bahia. O deputado também elevou o tom ao lembrar que o União Brasil, partido de ACM Neto, abriga em sua Executiva Nacional figuras investigadas por esquemas de corrupção.
“Que desfaçatez é esta daquele que abriga na Executiva Nacional de seu partido o ‘rei do lixo’, líder de organização criminosa acusado pela Operação Overclean pelo desvio de mais de R$ 1,4 bilhão dos cofres públicos em licitações fraudadas”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar petista, a fala do ex-prefeito não apenas distorce dados objetivos, como ignora resultados mensuráveis de políticas públicas voltadas às camadas mais vulneráveis da população baiana.
Educação em tempo integral como eixo central
Um dos principais exemplos citados por Marcelino Galo foi a expansão do ensino público em tempo integral no estado. O deputado destacou que a política educacional adotada pelos governos petistas representa um dos maiores investimentos estruturantes voltados à redução das desigualdades sociais.
“Só o governador Jerônimo Rodrigues entregou 100 novas escolas em tempo integral, e outras ainda estão em construção”, afirmou Galo, em referência direta ao atual chefe do Executivo estadual, Jerônimo Rodrigues. Para o deputado, investir em educação pública de qualidade é uma das formas mais diretas de combater a pobreza estrutural e ampliar oportunidades.
Galo questionou a lógica da crítica feita por ACM Neto ao indagar se a ampliação do acesso à educação integral poderia ser interpretada como abandono das populações de baixa renda, ressaltando que a política beneficia, majoritariamente, estudantes oriundos das periferias e do interior do estado.
Saúde pública e ampliação da rede assistencial
Além da educação, o líder do PT na ALBA ressaltou os investimentos realizados na área da saúde ao longo das gestões petistas. Segundo ele, a construção de hospitais estaduais, policlínicas regionais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) fortaleceu a rede pública e ampliou o acesso da população mais pobre a serviços essenciais.
“Será que esses investimentos em serviços públicos fundamentais foram feitos para os amigos riquinhos de ACM Neto?”, ironizou o parlamentar. Para Galo, a ampliação da infraestrutura de saúde reflete uma política de Estado orientada para atender regiões historicamente desassistidas, reduzindo desigualdades territoriais e sociais.
O deputado argumenta que os dados de atendimento e a expansão da rede hospitalar estadual contradizem frontalmente a narrativa de abandono social sustentada pelo ex-prefeito de Salvador.
Segurança pública e indicadores de violência
Outro ponto abordado por Marcelino Galo diz respeito à segurança pública. O deputado afirmou que, ao contrário do discurso recorrente da oposição, os índices de violência na Bahia apresentam tendência de queda, resultado, segundo ele, de investimentos contínuos em políticas de segurança, prevenção social e infraestrutura.
Galo atribuiu esses resultados à gestão de Jerônimo Rodrigues, que, conforme dados oficiais do Tesouro Nacional, figura entre os governos estaduais que mais investem em políticas sociais e infraestrutura no país. Para o parlamentar, a melhora gradual dos indicadores reforça a tese de que políticas integradas, e não discursos simplificados, produzem resultados concretos.
Crescimento da classe média e dados econômicos
Para reforçar sua argumentação, Marcelino Galo citou um estudo recente da Fundação Getulio Vargas. De acordo com o levantamento, 14,7% da população baiana deixou a pobreza e ascendeu às classes C, B e A, indicando crescimento da classe média no estado.
O deputado contrapôs esses dados à situação econômica de Salvador sob administrações ligadas ao grupo político de ACM Neto. Segundo Galo, após a consolidação desse grupo no comando da capital baiana, Salvador passou a registrar o pior PIB per capita entre as capitais do Nordeste, indicador que, para ele, evidencia limitações estruturais da gestão municipal anterior.











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