O deputado estadual Robinson Almeida criticou, neste sábado (03/01/2026), a operação militar realizada pelos Estados Unidos em território da Venezuela, classificando a ação como uma invasão violenta motivada por interesses econômicos e geopolíticos, especialmente o controle das reservas de petróleo do país vizinho. As declarações ocorrem após informações divulgadas pelo governo norte-americano sobre ataques e bombardeios que teriam resultado na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
Críticas à intervenção e padrão histórico
Para Robinson Almeida, a ofensiva se insere em um padrão histórico de intervenções dos Estados Unidos em países soberanos da América Latina, frequentemente acompanhadas de justificativas que, segundo ele, não se sustentam. O parlamentar afirmou que tais ações recorrem a narrativas recorrentes, como o combate ao tráfico de drogas, para legitimar mudanças forçadas de governo e reposicionamento estratégico.
Em declaração pública, o deputado afirmou que, “no início do novo ano”, os Estados Unidos teriam atacado a Venezuela e “sequestrado” o presidente Nicolás Maduro, recorrendo a “velhos métodos” para manter influência regional. Segundo ele, a prática envolveria a deposição de governos e a apropriação de riquezas naturais, com impacto direto no equilíbrio geopolítico do continente.
O parlamentar avaliou ainda que a narrativa oficial apresentada para a ação militar não explica a intensidade da ofensiva, nem o momento político em que ocorreu, reforçando a leitura de que há interesses estratégicos mais amplos em jogo.
Petróleo como eixo central do conflito
Na avaliação de Robinson Almeida, o controle das reservas petrolíferas venezuelanas, consideradas entre as maiores do mundo, é o principal vetor por trás da operação. Para ele, a disputa por recursos estratégicos não pode ser dissociada da tentativa de reafirmar a influência norte-americana na região em um cenário internacional marcado por competição energética e reconfiguração de alianças.
O deputado sustentou que a ação militar, ao incidir sobre um país com vastos ativos energéticos, recoloca o petróleo no centro da agenda geopolítica e amplia a instabilidade regional. Na leitura apresentada, a Venezuela passa a ser tratada como peça-chave em uma estratégia de poder que extrapola a retórica de segurança.
Robinson Almeida acrescentou que a escalada do conflito tende a reverberar economicamente em países vizinhos, afetando cadeias energéticas, fluxos comerciais e a previsibilidade política na América Latina.
Responsabilização política e solidariedade regional
O deputado responsabilizou diretamente o presidente norte-americano Donald Trump pela iniciativa, classificando a ofensiva como inaceitável. Segundo ele, a decisão representa uma agressão externa que fere princípios de soberania e autodeterminação dos povos.
Ao manifestar solidariedade ao povo venezuelano, Robinson Almeida afirmou que a resposta a esse tipo de ação deve envolver articulação política regional e mobilização popular em defesa da democracia. Para o parlamentar, o episódio transcende a Venezuela e configura um alerta aos demais países latino-americanos.
Ele defendeu que a preservação da soberania na região exige coordenação diplomática e posicionamentos claros contra intervenções militares, ressaltando a necessidade de vigilância institucional e engajamento da sociedade civil.
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