A Bahia inicia nesta quarta-feira (28/01/2026), às 19h, no Centro de Convenções de Feira de Santana, a 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3ª CEDRSS). O encontro, que segue até 30 de janeiro, reúne 392 delegados territoriais, organizações sociais, gestores públicos e representantes da agricultura familiar para consolidar propostas que orientarão políticas públicas do rural baiano e serão encaminhadas à etapa nacional, prevista para março de 2026. Com o tema “Brasil Rural: Raiz da Vida, Fonte do Bem Viver”, a conferência prioriza debates sobre agroecologia, segurança e soberania alimentar, inovação, emergência climática e participação social.
Organização e escopo do encontro
Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), a conferência articula painéis, rodas de diálogo, oficinas temáticas e espaços de participação social. A programação busca integrar evidências técnicas e experiências territoriais, com atenção especial ao fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo.
O desenho do evento reflete a capilaridade do processo preparatório no estado. Segundo a Comissão Organizadora Estadual, todas as etapas municipais e territoriais foram realizadas, garantindo a presença dos 27 territórios de identidade e ampliando a legitimidade das deliberações.
Participação territorial e prioridades do debate
De acordo com Ubiramar Bispo de Souza, coordenador da Comissão Organizadora Estadual, a mobilização baiana se destacou nacionalmente. A expectativa é reunir cerca de 500 participantes, entre delegados e convidados, para aprofundar temas estratégicos como emergência climática, transição agroecológica, combate à fome e geração de emprego com sustentabilidade.
A diversidade de atores presentes — movimentos sociais, gestores, técnicos e agricultores familiares — foi pensada para qualificar o consenso e alinhar propostas exequíveis, com impacto direto nos territórios.
Eixos temáticos que orientam as deliberações
Os debates da 3ª CEDRSS estão estruturados em cinco eixos:
- Brasil rural frente à emergência climática e às crises globais;
- Transformações agroecológicas dos sistemas alimentares;
- Democratização do acesso ao território, à terra e à água;
- Direitos sociais e bem viver;
- Estado, participação social e políticas públicas para o rural.
A organização aposta na transversalidade entre os eixos para conectar produção, proteção ambiental e inclusão social, com foco na resiliência dos sistemas produtivos.
Papel do Estado e direcionamento de políticas
Para o secretário Osni Cardoso, a conferência marca um momento decisivo para reposicionar o rural no centro da agenda pública. Segundo ele, o espaço é essencial para pactuar prioridades, fortalecer a transição agroecológica, enfrentar a emergência climática e valorizar quem produz alimentos, a partir de um diálogo estruturado com os territórios.
A expectativa institucional é que as resoluções sirvam de base programática para os próximos anos, orientando investimentos, marcos regulatórios e ações intersetoriais.











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