O Jerônimo Rodrigues anunciou neste mês de janeiro de 2026 a destinação de R$ 50,2 milhões para a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar destinados à alimentação escolar da rede estadual de ensino. A medida foi operacionalizada por meio de chamada pública lançada pela Secretaria da Educação da Bahia, reforçando a política de compra institucional prevista no Programa Nacional de Alimentação Escolar. A iniciativa alcança todos os núcleos territoriais de educação do estado e busca integrar educação, segurança alimentar e fortalecimento da economia rural.
A chamada pública prevê a compra direta de alimentos produzidos por agricultores familiares e empreendedores familiares rurais, priorizando produtos frescos, diversificados e de maior valor nutricional. O objetivo central é assegurar refeições mais saudáveis aos estudantes, ao mesmo tempo em que se estimula a produção local e a geração de renda no campo.
Ao adotar o modelo de compra direta, o Governo da Bahia amplia a participação de pequenos produtores no fornecimento institucional, reduz intermediários e fortalece cadeias produtivas regionais. A medida também contribui para maior previsibilidade de demanda, fator relevante para o planejamento da produção agrícola.
Abrangência territorial e critérios de participação
A iniciativa contempla todos os territórios de identidade da Bahia, assegurando que escolas de diferentes regiões tenham acesso a alimentos oriundos da agricultura familiar local. Podem participar grupos formais, como cooperativas e associações, que deverão apresentar a documentação exigida e um projeto de venda conforme as regras do edital.
O prazo para entrega das propostas vai até 20 de fevereiro, às 18h, diretamente na sede da Secretaria da Educação. Essa etapa é considerada estratégica para formalizar parcerias, garantir transparência no processo de compra e ampliar a presença das famílias agricultoras no mercado institucional.
Impactos educacionais e sociais
Gestores e especialistas destacam que políticas de alimentação escolar associadas à agricultura familiar produzem efeitos positivos em múltiplas frentes. Do ponto de vista educacional, a oferta de refeições adequadas contribui para a segurança alimentar, melhora o desempenho escolar e incentiva a permanência dos estudantes nas escolas.
No plano social e econômico, a política fortalece a sustentabilidade do meio rural, gera renda para famílias produtoras e promove o desenvolvimento regional. Ao conectar produção local e consumo institucional, o programa cria um circuito de valor que beneficia comunidades do campo e da cidade.
Conformidade com o PNAE e diretrizes nacionais
A chamada pública atende às diretrizes do PNAE, que estabelece a destinação de parte dos recursos da alimentação escolar à compra de produtos da agricultura familiar. Na prática, a Bahia amplia a escala dessa diretriz ao mobilizar recursos expressivos e assegurar cobertura territorial ampla, consolidando a política como instrumento de desenvolvimento.
Para o governador Jerônimo Rodrigues, a medida reforça um círculo virtuoso: alimentos mais saudáveis nas escolas, fortalecimento da renda no campo e dinamização das economias locais. Segundo ele, a integração entre educação e agricultura familiar é essencial para promover desenvolvimento com inclusão.











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