Guardiões da cultura popular do Recôncavo da Bahia são homenageados em evento com presença da ministra Margareth Menezes

Rede Capoeira 2026 reconhece mestres e mestras da capoeira, do samba de roda e da religiosidade afro-brasileira em Santo Amaro e Cachoeira.
Rede Capoeira 2026 reconhece mestres e mestras da capoeira, do samba de roda e da religiosidade afro-brasileira em Santo Amaro e Cachoeira.

Referências vivas da cultura popular do Recôncavo da Bahia serão homenageadas durante a 7ª edição do Rede Capoeira: Heróis Populares – Edição Especial Recôncavo da Bahia, realizada sexta-feira a domingo (16 a 18/01/2026), nos municípios de Santo Amaro e Cachoeira. O evento reúne mestres e mestras com trajetórias dedicadas à preservação e transmissão de saberes tradicionais.

A programação inclui a cerimônia oficial de premiação, marcada para sexta-feira (16/01/2026), às 17h, em Cachoeira, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da presidenta da Funarte, Maria Marighella. Na ocasião, será entregue o Troféu Sankofa, símbolo africano associado à memória ancestral e à conexão entre passado, presente e futuro.

São homenageados Mestre Bigo, Mestre Domingo Preto, Mestre Aurino de Maracangalha, Mestre Ecinho, Mestra Dona Maninha, Mestra Dona Dalva, Mestra Dona Rita da Barquinha e Mestra Lindaura da Boa Morte, reconhecidos por suas contribuições à capoeira, ao samba de roda e à religiosidade popular afro-brasileira.

Cerimônia e significado do Troféu Sankofa

A abertura do evento ocorre em Santo Amaro, com atividades culturais, e segue para Cachoeira, onde acontece a entrega do Troféu Sankofa. A premiação reconhece trajetórias individuais e coletivas ligadas à salvaguarda do patrimônio cultural imaterial do Recôncavo.

O troféu simboliza a valorização da memória ancestral, destacando a importância da transmissão intergeracional de conhecimentos e práticas culturais. A presença de autoridades do setor cultural nacional reforça o alcance institucional do evento.

A iniciativa integra ações de valorização da cultura popular e de reconhecimento público a mestres e mestras que atuam como guardiões de tradições históricas.

Mestres e mestras homenageados

Mestre Ecinho, nascido em 1951, no Vale do Iguape, em Cachoeira, é referência do samba de roda de Santo Amaro e Acupe, reconhecido como cantador de chula e integrante de grupos tradicionais da região.

Mestra Lindaura da Boa Morte, Juíza Perpétua da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, atua na preservação da memória e espiritualidade afro-católica, sendo referência na manutenção da Festa da Boa Morte.

Mestra Dona Rita da Barquinha, natural de Bom Jesus dos Pobres, em Saubara, mantém viva a tradição das barquinhas, expressão cultural ligada ao mar, à fé e ao samba de roda, com atuação na formação de novas gerações.

Guardiãs do samba de roda e da ancestralidade

Mestra Dona Maninha, Maria de Lourdes Ferreira, nascida em Acupe, em Santo Amaro, é reconhecida como uma das mais antigas guardiãs do samba de roda do Recôncavo, com trajetória ligada à preservação de cânticos e danças tradicionais.

Mestra Dona Dalva, nascida em 1927, em Cachoeira, fundadora do Samba de Roda Suerdieck, conciliou o trabalho industrial com a manutenção das tradições afro-baianas e é reconhecida por sua atuação cultural e comunitária.

Mestre Domingo Preto, de Santiago do Iguape, é referência na chula e no samba de roda, com atuação marcada pela tradição oral, improvisação poética e liderança comunitária.

Capoeira e tradição musical do Recôncavo

Mestre Bigo, discípulo direto de Mestre Pastinha, dedicou mais de sete décadas à Capoeira Angola, atuando na preservação do ritual, da musicalidade e da filosofia da prática tradicional.

Mestre Aurino de Maracangalha, também conhecido como Mestre Aurino da Viola, é referência na viola machete e no samba chula, com atuação destacada em registros fonográficos e festas populares do Recôncavo.

Os homenageados representam diferentes dimensões da cultura afro-brasileira, com impacto local, regional e nacional.

Programação cultural gratuita no Recôncavo

Ao longo dos três dias, o Rede Capoeira 2026 promove uma programação gratuita, com vivências culturais, rodas de capoeira, samba de roda, maculelê, oficinas, painéis, feira de economia criativa, vila gastronômica e apresentações artísticas.

O evento também reúne mestres da capoeira nacional e internacional, além de pesquisadores e intelectuais, fortalecendo o diálogo entre ancestralidade, memória e produção cultural contemporânea.

As atividades ocorrem em espaços públicos de Santo Amaro e Cachoeira, ampliando o acesso da população às manifestações tradicionais do Recôncavo.

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