Luto em Feira de Santana: Governo Ronaldo decreta três dias de homenagem à morte do radialista Itajay Pedra Branca, ícone histórico do rádio baiano

A Prefeitura de Feira de Santana decretou luto oficial de três dias pela morte do radialista Itajay Azevedo Pedra Branca, ocorrida em 07/01/2026, aos 80 anos. Com mais de 50 anos de carreira, Itajay foi referência do rádio baiano, destacou-se por coberturas históricas, projeção internacional e forte vínculo com a cidade, deixando legado de credibilidade e dedicação ao jornalismo.
O radialista Itajay Azevedo Pedra Branca, referência histórica do rádio de Feira de Santana e da Bahia, faleceu aos 80 anos; Prefeitura decretou luto oficial de três dias em reconhecimento ao seu legado.

O Governo Municipal de Feira de Santana decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do radialista Itajay Azevedo Pedra Branca, ocorrido na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026. Aos 80 anos, o comunicador estava internado há mais de 45 dias no Hospital São Matheus, após complicações de pneumonia associadas à fibrose pulmonar, quadro que comprometeu de forma severa sua capacidade respiratória e a resposta ao tratamento intensivo.

O decreto, assinado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho, reconhece a relevante contribuição de Itajay Pedra Branca para a história da comunicação feirense e baiana. Além de sua atuação consagrada no rádio, o radialista era servidor aposentado da Secretaria Municipal de Comunicação Social, vínculo que reforça sua ligação institucional com o município.

A morte de Itajay gerou ampla comoção entre profissionais da imprensa, autoridades, ouvintes e a comunidade local, que passaram a prestar homenagens ao comunicador reconhecido por mais de cinco décadas de dedicação ao jornalismo e à narração esportiva, marcando gerações com credibilidade, rigor informativo e compromisso com a profissão.

Ao justificar o decreto de luto, o prefeito José Ronaldo destacou a dimensão do legado deixado pelo radialista e sua projeção para além dos limites do município. Em nota, afirmou que Itajay Pedra Branca “levou o nome de Feira de Santana para além das fronteiras do município e do país”, ressaltando o compromisso com a informação e o amor à comunicação como marcas permanentes de sua trajetória.

O secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, também se manifestou, enfatizando o papel do radialista na construção da história do rádio local e estadual. Segundo ele, Itajay foi um profissional ético, dedicado e apaixonado pela notícia, pelo esporte e pelas grandes coberturas jornalísticas, servindo de referência para diversas gerações de comunicadores.

As manifestações oficiais reforçam o entendimento da gestão municipal de que a atuação de Itajay Pedra Branca extrapolou o exercício profissional, tornando-se parte do patrimônio simbólico da comunicação feirense.

Uma carreira marcada por pioneirismo e projeção internacional

Com décadas dedicadas ao rádio, Itajay Pedra Branca construiu uma carreira sólida, atuando como repórter, apresentador de programas jornalísticos e narrador esportivo. Seu trabalho acompanhou a evolução da radiodifusão no interior da Bahia, desde períodos de menor infraestrutura técnica até a consolidação de coberturas mais amplas e profissionalizadas.

Um dos marcos mais relevantes de sua trajetória ocorreu em 13 de maio de 1981, quando entrou para a história do rádio brasileiro ao ser o primeiro jornalista a divulgar no Brasil — e possivelmente na América do Sul — o atentado a bala contra o papa João Paulo II, ocorrido na Praça de São Pedro, no Vaticano. O episódio consolidou sua reputação como comunicador atento aos grandes acontecimentos internacionais.

Reconhecido como o mais “internacional” dos comunicadores de Feira de Santana, Itajay acumulou no currículo a cobertura de oito Copas do Mundo e quatro Jogos Olímpicos, experiência que ampliou seu prestígio e projetou o rádio feirense no cenário nacional.

Legado profissional e vínculos familiares

A trajetória de Itajay Pedra Branca é frequentemente associada à credibilidade e à tradição do rádio, especialmente em um período em que o meio desempenhava papel central na formação da opinião pública e na difusão de informações esportivas e jornalísticas.

No âmbito pessoal, o radialista deixa a esposa, a professora Jaci Ferreira Pedra Branca; dois filhos — Itajay Júnior, radialista e pedagogo, e Andrews Ferreira Pedra Branca, jornalista e professor —, além das netas Laura e Maria Dulce. Familiares, amigos e colegas têm ressaltado o perfil humano, a dedicação à profissão e o compromisso ético que marcaram sua vida.

Com o decreto de luto oficial, a Prefeitura de Feira de Santana presta homenagem a um profissional cuja atuação ajudou a moldar a identidade da comunicação local e a preservar valores históricos do jornalismo radiofônico.


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