A edição de janeiro de 2026 do Ranking Mundial Masculino FIFA/Coca-Cola refletiu de forma direta o impacto da Copa Africana de Nações (AFCON), com Marrocos, vice-campeão e anfitrião do torneio, e Senegal, campeão continental, registrando saltos expressivos na classificação. Os marroquinos alcançaram o 8º lugar, sua melhor posição histórica, enquanto os senegaleses subiram para a 12ª colocação, consolidando um novo patamar competitivo. No topo, não houve alterações: Espanha permanece líder, seguida por Argentina e França.
AFCON impulsiona seleções africanas no ranking
A trajetória de Marrocos na AFCON resultou em ganho de três posições, levando a equipe ao top 10 pela primeira vez desde abril de 1998. O desempenho consistente ao longo do torneio e a campanha até a decisão explicam a pontuação acumulada, mesmo com a derrota na final.
Para Senegal, o título continental foi decisivo. A seleção campeã registrou salto de sete posições, alcançando a 12ª colocação, a melhor de sua história recente, reforçando a solidez do projeto esportivo e a regularidade em jogos de alto nível.
Repercussões no top 10 e quedas europeias
A ascensão marroquina teve efeito colateral entre seleções tradicionais. Croácia caiu para o 11º lugar, deixando o top 10, enquanto Bélgica e Alemanha recuaram uma posição cada, passando a 9ª e 10ª, respectivamente. O movimento evidencia a sensibilidade do ranking a torneios continentais com alto número de partidas e impacto direto na pontuação.
Avanços expressivos e recordes individuais
A AFCON também produziu saltos inéditos: Nigéria e Camarões avançaram 12 posições cada, alcançando 26º e 45º lugares. A Nigéria registrou ainda a maior variação positiva de pontos (+79,09). Outras seleções beneficiadas foram Argélia (+6), Egito (+4), Costa do Marfim (+5) e República Democrática do Congo (+8), refletindo campanhas competitivas e vitórias decisivas.
Ajustes fora da África e mudanças regionais
Fora do continente africano, Kosovo avançou para o 79º lugar, beneficiado por uma queda acentuada do Gabão (–8 posições, 86º). Costa Rica e Uzbequistão saíram do top 50, ambos com recuo de duas posições, indicando oscilações em ciclos recentes de jogos.
Distribuição por confederações
O torneio africano alterou o equilíbrio entre confederações. A CAF passou a ter nove seleções entre as 50 melhores, duas a mais que no fim de 2025. AFC e Concacaf perderam uma vaga cada, permanecendo com quatro. A UEFA mantém 26 seleções no top 50, enquanto a Conmebol segue com sete; a OFC continua sem representantes.
Indicadores da edição de janeiro de 2026
- Líder: Espanha (inalterada)
- Entrada no top 10: Marrocos (8º, +3)
- Saída do top 10: Croácia (11º, –1)
- Total de partidas computadas: 53
- Mais jogos: Egito, Marrocos, Nigéria e Senegal (7 cada)
- Maior ganho de pontos: Nigéria (+79,09)
- Maior subida no ranking: Camarões e Nigéria (+12)
- Maior perda de pontos: Gabão (–44,97)
- Maior queda no ranking: Guiné Equatorial (–8)
- Seleções recém-classificadas / excluídas: nenhuma
- Inativas: Eritreia
Próximas atualizações
A classificação completa está disponível na seção Por dentro da FIFA. A próxima edição do Ranking Mundial Masculino FIFA/Coca-Cola será publicada em 1º de abril de 2026.
AFCON, mérito esportivo e efeitos estruturais
O movimento observado em janeiro de 2026 confirma o peso estrutural de torneios continentais no cálculo do ranking. A AFCON, com alto número de partidas e confrontos diretos, premia regularidade e profundidade de elenco, explicando ganhos robustos mesmo para equipes que não levantaram o troféu, como Marrocos.
Há, contudo, uma tensão recorrente: seleções europeias, com calendários mais fragmentados no período, tendem a oscilar negativamente quando não disputam competições equivalentes em volume e impacto. O resultado é um ranking que, sem distorcer méritos, acentua janelas competitivas específicas.
Por fim, o avanço africano no top 50 sugere consolidação técnica e investimento contínuo, com potencial de reequilibrar forças em ciclos futuros. O desafio será sustentar a pontuação fora do ambiente continental, onde amistosos e eliminatórias apresentam dinâmica distinta.











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