O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano leve após uma queda ocorrida enquanto caminhava em seu quarto na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (07/01/2026) pelo médico Brasil Caiado, integrante da equipe responsável pelo atendimento. O episódio levou Bolsonaro a retornar temporariamente ao Hospital DF Star, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Segundo o relato médico, a queda ocorreu durante a madrugada da terça-feira (06/01/2026). Inicialmente, a equipe considerou a hipótese de uma queda da cama, mas, após conversa com o ex-presidente, a avaliação indicou que ele se levantou, tentou caminhar e acabou caindo no quarto onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Após a realização de exames, Bolsonaro recebeu atendimento clínico e retornou à Superintendência da PF, localizada a poucos quilômetros do hospital particular, permanecendo sob acompanhamento médico.
Exames apontam trauma leve sem necessidade de intervenção
Em boletim divulgado pelo Hospital DF Star, a equipe médica confirmou o diagnóstico de traumatismo craniano leve, sem indicação de procedimentos terapêuticos complexos. O documento informa que os exames de imagem identificaram alterações compatíveis com o impacto da queda.
O texto, assinado pelo cirurgião geral Claudio Birolini, aponta “leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita”, decorrente do trauma, destacando que não há necessidade de intervenção cirúrgica ou tratamento invasivo neste momento.
De acordo com o boletim, Bolsonaro deverá seguir cuidados clínicos regulares, conforme orientação da equipe assistente, permanecendo em observação para monitoramento de possíveis sintomas decorrentes do episódio.
Suspeita de interação medicamentosa
O médico Brasil Caiado afirmou que a equipe avalia a possibilidade de a queda ter sido provocada por quadros de desorientação, possivelmente relacionados à interação entre medicamentos. Segundo ele, Bolsonaro faz uso de diferentes fármacos para tratamento de crises de soluços, condição que vem sendo acompanhada clinicamente.
De acordo com o profissional, a combinação de medicamentos pode aumentar o risco de episódios de desequilíbrio. Caso as quedas se tornem recorrentes, o quadro pode representar um fator adicional de risco à integridade física do ex-presidente.
A equipe médica informou que seguirá reavaliando o esquema terapêutico adotado, com o objetivo de reduzir efeitos adversos e prevenir novos incidentes durante o cumprimento da pena.
Histórico recente de internação
Há menos de uma semana, Bolsonaro havia recebido alta médica do mesmo hospital, após permanecer oito dias internado. Durante esse período, foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e a outros procedimentos voltados ao controle das crises de soluços.
Desde então, o ex-presidente vinha sendo monitorado clinicamente enquanto cumpre pena na Superintendência da PF, com autorizações pontuais do STF para deslocamentos médicos considerados necessários.
A queda e o diagnóstico de traumatismo craniano leve reforçam a necessidade de acompanhamento contínuo do estado de saúde de Bolsonaro durante o cumprimento da condenação.
*Com informações da Agência Brasil.
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