A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal durante a madrugada de terça-feira (06/01/2026), sofreu uma queda enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel. O episódio ocorreu enquanto Bolsonaro está detido em sala especial da Polícia Federal (PF), em Brasília, conforme relataram a própria Michelle e a PF em comunicados públicos.
Segundo Michelle, o ex-presidente só recebeu atendimento médico após autorização para visita, concedida horas depois do ocorrido. Ela afirmou que a situação passou a ser acompanhada por um dos médicos de confiança de Bolsonaro, enquanto aguardava esclarecimentos sobre como foram prestados os primeiros socorros dentro da unidade da PF.
Atendimento médico e posicionamento da Polícia Federal
Em nota oficial divulgada na terça-feira (06/01/2026), a Polícia Federal confirmou a queda relatada por Bolsonaro durante a madrugada. De acordo com o comunicado, o ex-presidente informou a equipe de plantão sobre o ocorrido e foi atendido por um médico da própria PF.
Ainda segundo a corporação, o profissional constatou ferimentos leves, sem necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, sendo indicada apenas observação clínica. Questionada sobre a alegação de demora no atendimento, a PF afirmou que o atendimento ocorreu assim que Bolsonaro comunicou a queda.
Avaliação médica externa e exames complementares
Em entrevista à GloboNews, o médico Cláudio Birolini, integrante da equipe que acompanha Jair Bolsonaro, declarou que o ex-presidente sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve. Após a divulgação da nota da PF, Michelle Bolsonaro informou, por meio das redes sociais, que estava a caminho do hospital DF Star, onde Bolsonaro realizaria exames.
Pouco depois, ela publicou que aguardava no estacionamento da unidade hospitalar a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-presidente fosse conduzido ao hospital para avaliação complementar.
Restrições de visitas e manifestação de Carlos Bolsonaro
O ex-vereador Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, declarou ter sido impedido de visitar o pai, que permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Segundo ele, mesmo diante do quadro de saúde recente, incluindo uma cirurgia anterior, não houve flexibilização das regras.
Carlos afirmou que as visitas seguem restritas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, e que, embora o ministro Alexandre de Moraes tenha revogado a exigência de pedidos individuais para cada visita, as autorizações continuam limitadas. Ele apontou contradição entre as normas anunciadas e a prática adotada.
Decisão judicial e posição do STF
O ministro Alexandre de Moraes sustenta que a Polícia Federal dispõe de estrutura adequada para atendimento médico ao ex-presidente, razão pela qual nega o pedido de prisão domiciliar humanitária. A decisão considera os relatórios médicos apresentados e as condições de custódia informadas pela PF.
Até o momento, não houve alteração nas condições de detenção de Jair Bolsonaro, e novas atualizações dependem da consolidação dos laudos médicos e de eventual deliberação judicial.
*Com informações da Sputnik News e BBC News.
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