O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, na quinta-feira (29/01/2026), novos pedidos de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso em regime fechado. As negativas atingem o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Magno Malta (PL-ES), enquanto outros parlamentares e um empresário tiveram acesso autorizado.
A decisão considera riscos à investigação e à segurança do sistema de custódia. Bolsonaro cumpre pena em unidade administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Sala de Estado Maior instalada no Complexo da Papudinha.
Fundamentação da negativa a Valdemar Costa Neto
Ao negar o pedido do presidente do PL, Moraes destacou que Valdemar Costa Neto é investigado pelos mesmos fatos que levaram à condenação de Bolsonaro. Segundo o ministro, o contato direto entre investigado e condenado representa risco manifesto à apuração e já havia sido vedado em decisão anterior.
A avaliação do STF reforça a necessidade de preservar a integridade das investigações em curso, evitando interferências ou alinhamentos que possam comprometer procedimentos correlatos.
Impedimento de visita do senador Magno Malta
No caso do senador Magno Malta, o ministro apontou relato da PMDF segundo o qual o parlamentar tentou ingressar na unidade prisional sem autorização prévia, o que foi caracterizado como tentativa de “carteirada”.
De acordo com a decisão, a conduta gera riscos à disciplina do batalhão e à segurança do sistema de custódia, motivo pelo qual o pedido de visita foi indeferido.
Visitas autorizadas pelo STF
Na mesma decisão, Moraes autorizou visitas ao ex-presidente por parte do deputado Hélio Lopes (PL-RJ), amigo pessoal de Bolsonaro, do senador Wilder Morais (PL-GO) e do empresário Luiz Antônio Nabhan Garcia.
As autorizações seguem critérios de ausência de investigação relacionada aos fatos e de cumprimento das normas de segurança da unidade.
Condenação e contexto político
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A restrição de contatos ocorre em um momento sensível do cenário político, com articulações voltadas às eleições de 2026. Está prevista, ainda, a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apontado como um dos nomes em discussão no campo da direita.
Caminhadas e assistência religiosa autorizadas
Além das decisões sobre visitas, Moraes autorizou Bolsonaro a realizar caminhadas em trajetos previamente definidos pela PMDF, fora da cela de 64 metros quadrados onde está custodiado.
O ministro também liberou o acesso do padre Paulo Silva para assistência religiosa, nos horários regulares de visitação, sem restrições. Autorizações semelhantes já haviam sido concedidas a um bispo e a um pastor.
*Com informações da Agência Brasil.











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