Em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (29/01/2026) à Rádio 95 FM, de Jequié, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a atual secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo no cargo a partir de abril. A mudança ocorre em meio ao planejamento do ministro para deixar o governo e disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026, e tem como diretriz central assegurar continuidade administrativa e estabilidade das ações governamentais.
Durante a entrevista, Rui Costa afirmou que a decisão presidencial já foi comunicada tanto a ele quanto à futura titular da pasta. Segundo o ministro, Miriam Belchior assumirá o comando da Casa Civil da Presidência da República no início de abril, período em que se intensificam as desincompatibilizações exigidas pela legislação eleitoral para candidatos ao pleito de outubro.
O ministro destacou que a escolha segue um critério definido pelo próprio presidente: priorizar quadros que já integram a equipe de governo. A estratégia, segundo ele, visa evitar rupturas na condução dos programas em andamento e preservar a coordenação política e administrativa do Executivo federal.
Perfil técnico e trajetória de Miriam Belchior
Miriam Belchior é economista e possui ampla experiência na administração pública federal. Já ocupou o cargo de ministra do Planejamento em governos anteriores e, atualmente, exerce a função de secretária-executiva da Casa Civil, posição estratégica na articulação interna do governo e no acompanhamento de projetos prioritários.
Ao comentar o perfil da indicada, Rui Costa ressaltou sua capacidade técnica e histórico de trabalho na gestão pública, apontando esses atributos como determinantes para a escolha. A indicação também reforça a opção do Palácio do Planalto por quadros com conhecimento institucional acumulado, especialmente em áreas sensíveis à coordenação interministerial.
Saída de Rui Costa e cenário eleitoral
A confirmação da sucessão ocorre no contexto da preparação de Rui Costa para disputar uma vaga no Senado. A eventual candidatura, ainda que não formalizada, já vinha sendo ventilada nos bastidores políticos e encontra respaldo no calendário legal, que impõe o afastamento de ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos.
A transição planejada busca mitigar impactos na governabilidade e manter a fluidez das decisões estratégicas, sobretudo em um período marcado por debates fiscais, articulações políticas no Congresso e execução de programas estruturantes do governo federal.
Continuidade administrativa como diretriz
Ao enfatizar que a prioridade do presidente é evitar descontinuidade, Rui Costa sinalizou que a gestão da Casa Civil deverá manter as linhas mestras já em curso. A permanência de Miriam Belchior no núcleo decisório do governo, agora como ministra, tende a assegurar previsibilidade aos demais ministérios e aos parceiros institucionais do Executivo.
A escolha também dialoga com a necessidade de preservar a capacidade de articulação política da Casa Civil, órgão central na interlocução com o Congresso Nacional, governos estaduais e demais esferas da administração pública.











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