O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou, na sexta-feira (09/01/2026), a inclusão do ex-CEO da Hurb, João Ricardo Mendes, na lista vermelha de procurados da Interpol, além do bloqueio de seu passaporte. O pedido foi encaminhado após o empresário passar a ser considerado foragido da Justiça.
João Ricardo Mendes é procurado desde quarta-feira (07/01/2026), data em que a Justiça do Rio de Janeiro decretou sua prisão preventiva. A decisão foi proferida pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, que apontou risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
O ex-executivo havia sido preso na segunda-feira (05/01/2026), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, ao ser flagrado com documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada. Apesar disso, ele foi liberado após audiência de custódia.
Decisão judicial e fundamentos da prisão preventiva
Na decisão que determinou a prisão preventiva, o magistrado destacou que a medida se justifica diante do risco concreto de evasão e da necessidade de assegurar a efetividade do processo penal. A ordem judicial foi expedida após a liberação do empresário no Ceará.
Com a decretação da prisão, o MPRJ passou a adotar medidas adicionais, incluindo o pedido de difusão vermelha da Interpol, instrumento utilizado para localizar e prender suspeitos em outros países, mediante cooperação internacional.
O Ministério Público também solicitou o bloqueio do passaporte, com o objetivo de impedir eventual saída do país ou regularização de deslocamentos internacionais.
Histórico do processo e acusações
João Ricardo Mendes foi denunciado em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Até o episódio ocorrido no Ceará, ele respondia ao processo em liberdade, sob cumprimento de medidas cautelares.
A defesa do empresário sustenta que ele não descumpriu as determinações judiciais impostas anteriormente e contesta a caracterização da fuga. O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro, enquanto as autoridades aguardam o andamento do pedido junto aos órgãos federais e internacionais.
*Com informações da Agência Brasil.











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