O Paraguai será membro fundador do Conselho de Paz para Gaza, iniciativa anunciada pelo governo dos Estados Unidos, mas não realizará contribuições financeiras ao mecanismo internacional. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, em declaração divulgada na terça-feira (20/01/2026).
Segundo o chanceler, a participação do Paraguai ocorrerá de forma plena, com foco na promoção do diálogo diplomático e no apoio a iniciativas voltadas à construção de uma paz duradoura em regiões afetadas por conflitos armados, especialmente na Faixa de Gaza.
O anúncio reforça o posicionamento do país sul-americano no cenário internacional, alinhando-se a esforços multilaterais sem assumir compromissos financeiros diretos.
Composição do Conselho de Paz para Gaza
O Conselho de Paz para Gaza foi anunciado na semana anterior pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte de um plano mais amplo para tratar a situação no território palestino. A composição inclui autoridades políticas e representantes de organismos internacionais.
Entre os nomes citados estão o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, e o vice-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert Gabriel.
O conselho tem como proposta central coordenar esforços diplomáticos e políticos voltados à estabilização e à reconstrução institucional de Gaza.
Posicionamento do Paraguai sobre o conflito
Em declaração oficial, Rubén Ramírez Lezcano afirmou que o Paraguai será “membro fundador de pleno direito” do conselho, destacando que a atuação do país estará concentrada na mediação diplomática e na defesa de soluções negociadas.
De acordo com o ministro, a política externa paraguaia prioriza o diálogo como instrumento para a resolução de conflitos, reafirmando o compromisso do país com iniciativas multilaterais voltadas à paz internacional.
A ausência de contribuição financeira, segundo o chanceler, não limita a participação política e diplomática do Paraguai no conselho.
Contexto internacional e respaldo da ONU
Em meados de novembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução proposta pelos Estados Unidos em apoio ao plano abrangente para Gaza. O texto recebeu 13 votos favoráveis, com abstenções da Rússia e da China.
O plano prevê uma administração internacional temporária para o enclave palestino, a criação formal do Conselho de Paz para Gaza, sob liderança norte-americana, e o envio de uma força internacional de estabilização.
A aprovação da resolução abriu caminho para a adesão de países interessados em participar do conselho, como o Paraguai.
Ampliação do diálogo diplomático
A formação do conselho ocorre em um momento de intensificação das articulações internacionais em torno do conflito em Gaza. Lideranças globais têm sido convidadas a integrar o mecanismo, com o objetivo de ampliar a legitimidade política e o alcance das negociações.
O Paraguai, ao confirmar sua adesão, sinaliza interesse em atuar no debate multilateral, mesmo sem envolvimento financeiro, reforçando sua estratégia de inserção diplomática em temas de segurança e paz internacional.
*Com informações da Sputnik News.










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