O Coletivo Bahia pela Paz de Águas Claras, em Salvador, completa um ano de funcionamento, consolidando-se como porta de entrada para políticas públicas de prevenção da violência, promoção da cidadania e garantia de direitos. Implantado em janeiro de 2025, o equipamento atende adolescentes, jovens e suas famílias em um território marcado por vulnerabilidades sociais e índices elevados de violência letal.
Ao longo do primeiro ano, o Coletivo de Águas Claras registrou mais de 2.354 atendimentos, resultado da articulação de serviços públicos, da escuta permanente da comunidade e da construção coletiva de estratégias de fortalecimento social. A atuação integra o Programa Bahia pela Paz, que conta atualmente com 12 coletivos em funcionamento em cinco municípios, somando mais de 20.655 atendimentos.
Os coletivos funcionam como espaços de acesso a direitos e serviços públicos, voltados prioritariamente para jovens em situação de vulnerabilidade, com ações direcionadas à prevenção social da violência e à inclusão social.
Atuação territorial e fortalecimento comunitário
Desde a implantação, o Coletivo Bahia pela Paz de Águas Claras passou a atuar diretamente no território, promovendo desenvolvimento sociocomunitário por meio do mapeamento de iniciativas locais, instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil. O levantamento permitiu identificar potencialidades, lacunas de atendimento e oportunidades de articulação em rede.
As escutas comunitárias foram estruturadas como espaços de participação social, reunindo moradores, lideranças comunitárias, jovens e representantes do poder público. Esses encontros subsidiaram a construção do Diagnóstico Situacional da Comunidade, orientado pela perspectiva da prevenção da violência letal e da inclusão da juventude.
Mensalmente, o Coletivo promove reuniões ampliadas com os segmentos mapeados, fortalecendo a integração entre serviços. Também foram realizados processos formativos voltados à cidadania, à garantia de direitos e ao desenvolvimento local, incluindo capacitações para profissionais da rede socioassistencial.
Participação juvenil e ações coletivas
Durante o primeiro ano, o Coletivo promoveu eventos coletivos e intervenções urbanas, com protagonismo dos próprios jovens atendidos. As ações tiveram foco na construção da cidadania, na valorização da ancestralidade, no pertencimento cultural e na ocupação positiva do território.
O atendimento individual também se destacou como eixo central da atuação. Jovens relataram acesso a escuta qualificada, apoio psicológico, formações e oportunidades, ampliando o conhecimento sobre direitos e perspectivas de futuro. O trabalho cotidiano priorizou o acolhimento e a construção de vínculos com as famílias da comunidade.
Para a coordenação local, a atuação contínua no território fortaleceu a confiança da população no equipamento, ampliando a procura espontânea pelos serviços ofertados.
Desenvolvimento humano e articulação intersetorial
No eixo de desenvolvimento humano, o Coletivo Bahia pela Paz de Águas Claras ofertou atendimento responsivo, com encaminhamentos para a rede de serviços e apoio à construção de projetos de vida. O acompanhamento psicoterapêutico especializado alcançou jovens e familiares, conforme a necessidade identificada.
Além disso, foram promovidas atividades formativas em direitos humanos e cidadania, bem como articulações para acesso a esporte, cultura, lazer e qualificação profissional. As ações refletem a articulação intersetorial do programa, que envolve secretarias estaduais e outros órgãos públicos.
Entre os parceiros institucionais estão SJDH, Sepromi, Secult, Setre, Seades, Sesab e Cojuve/Serin, com iniciativas que abrangem promoção e garantia de direitos, combate ao racismo, empreendedorismo negro, oficinas culturais, incentivo ao esporte e redução de riscos e danos.











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