Artigo de Joaci Góes aponta corrupção, crise política e disputa eleitoral como eixos centrais de 2026

O artigo “Corrupção, jornada 5 x 2 e eleições”, publicado pelo jornalista e ex-deputado Joaci Góes na Tribuna da Bahia nesta quinta-feira (12/02/2026), analisa o cenário político brasileiro sob a ótica da percepção internacional de corrupção, das disputas eleitorais e de medidas sociais do governo federal. No texto, o autor associa o ambiente político às investigações envolvendo instituições financeiras, à estratégia de comunicação do governo e ao impacto dessas questões nas eleições presidenciais de 2026.

Percepção de corrupção e cenário internacional

Logo no início do artigo, Joaci Góes afirma que o Brasil ocupa a 107ª posição entre 182 países em ranking de percepção de corrupção, segundo dados internacionais. O colunista sustenta que o resultado representa o pior desempenho do país desde o início desse tipo de medição.

O autor compara o Brasil a países com baixos índices de transparência institucional, citando a Venezuela, e afirma que o atual governo teria superado gestões anteriores no quesito percepção de corrupção. O texto adota tom crítico e argumenta que o ambiente político estaria marcado por sucessivos escândalos e suspeitas envolvendo autoridades e instituições.

Nesse contexto, Góes menciona o caso do Banco Master, cuja liquidação pelo Banco Central é apontada por ele como potencialmente um dos maiores escândalos financeiros do país. O colunista afirma que, caso as investigações confirmem suspeitas, o episódio poderia ter impactos relevantes no cenário político e eleitoral.

Banco Master e reflexos no ambiente político

O artigo associa o caso do banco a reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição, citando encontros fora da agenda oficial. Segundo o autor, tais fatos teriam contribuído para intensificar o debate político e ampliar as suspeitas em torno do episódio.

Góes também menciona a compra, pelo Banco Regional de Brasília, de uma carteira de créditos do Banco Master, avaliada em R$ 12,2 bilhões, classificando a operação como potencialmente controversa. O colunista sugere que a identificação dos responsáveis pela decisão poderia gerar repercussões políticas significativas.

Ao longo do texto, o autor apresenta interpretações pessoais sobre o impacto do caso e a eventual participação de agentes públicos, sem citar decisões judiciais ou investigações concluídas que confirmem as acusações mencionadas.

Estratégia política e agenda social do governo

Na avaliação de Joaci Góes, o governo federal estaria adotando uma estratégia de comunicação baseada na polarização política, com o objetivo de fortalecer sua base eleitoral diante de um cenário competitivo.

O autor cita programas e propostas sociais como:

  • Isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil
  • Ampliação de benefícios para famílias de baixa renda
  • Discussão sobre a jornada de trabalho no modelo “5 x 2”

Segundo o colunista, essas medidas seriam utilizadas como elementos centrais da narrativa política do governo para enfrentar a disputa eleitoral de 2026.

Ele afirma ainda que pesquisas eleitorais já indicariam empates técnicos entre o presidente Lula e candidatos da oposição, sugerindo uma disputa mais acirrada do que o esperado para este momento do calendário político.

Pressão parlamentar e possíveis investigações

O artigo também menciona a atuação de parlamentares de oposição que, segundo o autor, pretendem utilizar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar supostos casos de irregularidades envolvendo pessoas próximas ao presidente.

Entre os exemplos citados, o texto menciona questionamentos sobre gastos do cartão corporativo da Presidência e suspeitas envolvendo familiares do chefe do Executivo. O autor afirma que essas pautas poderiam influenciar a percepção do eleitorado.

Góes também afirma que haveria, nos bastidores de instituições como a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, movimentos internos de resistência a pressões políticas, segundo relatos que atribui a fontes não identificadas.

Conclusão simbólica do artigo

O texto é encerrado com uma citação atribuída ao diplomata francês Paul Claudel, utilizada pelo autor para sintetizar sua visão crítica sobre o país:

“A natureza, no Brasil, recupera à noite a destruição que as pessoas acarretam durante o dia.”

A frase é apresentada como metáfora para a percepção de degradação institucional apontada pelo colunista.

Sobre o autor

*Joaci Góes, advogado, jornalista, escritor, empresário e político brasileiro, nascido em Ipirá, Bahia, em 1938, preside o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), mais antiga e uma das mais importantes instituições culturais do estado, com sede em Salvador.




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