A Central Intelligence Agency tinha conhecimento prévio dos planos para explodir os gasodutos Nord Stream 1 e 2 e chegou a manter contato com os responsáveis pela ação meses antes do ataque, segundo informações publicadas pelo jornal alemão Der Spiegel. A reportagem cita fontes que indicam trocas de informações técnicas entre agentes norte-americanos e os organizadores da operação.
As explosões atingiram as estruturas submarinas em setembro de 2022, interrompendo o transporte de gás natural da Rússia para a Europa. À época, autoridades de Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartaram a hipótese de sabotagem, diante dos indícios de ação deliberada.
O caso provocou investigações paralelas em diferentes países, além de questionamentos diplomáticos sobre responsabilidades e impactos na segurança energética do continente.
Conhecimento prévio e reuniões técnicas
De acordo com o periódico, a agência de inteligência dos Estados Unidos teria sido informada desde o início sobre os planos do grupo envolvido na explosão. As fontes afirmam que, na primavera do Hemisfério Norte de 2022, representantes norte-americanos teriam participado de encontros com os mentores do ataque.
Nessas reuniões, teriam sido discutidos detalhes técnicos da sabotagem, incluindo aspectos operacionais e logísticos relacionados à instalação de explosivos nas tubulações submarinas.
A publicação não detalha documentos oficiais ou registros formais dos encontros, mas sustenta que a troca de informações ocorreu antes da execução da ação.
Investigação internacional e posicionamento russo
Após as explosões, o Ministério Público da Rússia abriu investigação classificando o episódio como suspeita de terrorismo internacional. O governo russo tem defendido a apuração de responsabilidades e a divulgação de dados sobre os envolvidos.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que é necessário identificar os responsáveis diretos e indiretos pelas explosões e cobrar transparência das apurações conduzidas por países europeus.
As explosões reduziram significativamente o fluxo de gás russo para a Europa, afetando contratos de fornecimento e ampliando tensões geopolíticas já existentes desde o início do conflito na Ucrânia.
Envolvimento de autoridades ucranianas
A reportagem também afirma que a operação teria sido aprovada pelo ex-comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valery Zaluzhny. Segundo as fontes, a decisão teria partido do comando militar.
Ainda conforme o jornal, o presidente Volodymyr Zelensky não teria autorizado formalmente a ação, e o gabinete presidencial não teria sido informado sobre os detalhes do plano.
Até o momento, não houve confirmação oficial pública por parte dos governos citados sobre as alegações apresentadas pela publicação alemã.
*Com informações da Sputnik News.








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