O comércio bilateral entre Brasil e Reino Unido registrou crescimento de 10,5% e atingiu US$ 17,3 bilhões no acumulado entre 2024 e 2025, segundo dados do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet. O levantamento indica expansão das exportações de serviços britânicos e aumento das vendas brasileiras de bens, com impacto direto na balança comercial.
As exportações do Reino Unido para o Brasil somaram US$ 10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras alcançaram US$ 6,9 bilhões, avanço de 13,3% em 12 meses. O desempenho consolidou o superávit britânico estimado em US$ 3,5 bilhões no período.
De acordo com a Britcham, a dinâmica reflete a diversificação das trocas comerciais, com participação crescente de segmentos de maior valor agregado.
Serviços lideram pauta britânica
O relatório aponta que o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade das exportações do Reino Unido, com crescimento de 10,9% em 12 meses. O avanço foi impulsionado por serviços empresariais e técnicos, financeiros, transporte e viagens.
As exportações de bens britânicos também registraram alta, porém em ritmo menor, com expansão de 6,5%, mantendo estabilidade na composição da pauta.
Mesmo ocupando a 26ª posição entre os parceiros comerciais britânicos, o Brasil apresentou aceleração recente nas trocas, indicando potencial de ampliação do intercâmbio.
Exportações brasileiras e diversificação
No lado brasileiro, o crescimento foi liderado por bens industriais e produtos agroalimentares, com alta de 15,4% nas vendas de mercadorias. Entre os destaques estão bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos, além de máquinas e equipamentos intermediários.
As exportações de serviços brasileiros também avançaram 9,2%, contribuindo para o aumento do volume total negociado entre os dois países.
O resultado reforça a ampliação da base exportadora e a integração de cadeias produtivas com empresas britânicas.
Investimentos e perspectiva bilateral
Segundo o presidente da Britcham, Fabio Caldas, houve crescimento nos estoques de investimento direto bilateral, sinalizando maior presença de empresas dos dois países em setores estratégicos.
Ele destacou que o comércio deixou de se concentrar apenas em bens tradicionais e passou a incorporar serviços com maior valor agregado, fortalecendo relações empresariais de longo prazo.
A entidade avalia que a continuidade dessa tendência pode ampliar a cooperação econômica, especialmente em tecnologia, finanças e serviços especializados.
*Com informações da Agência Brasil.










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