Ex-presidente Jair Bolsonaro passa mal na prisão e segue sob monitoramento médico na Papuda, informa filho

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal na cela onde cumpre prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, segundo relato divulgado na noite de segunda-feira (16/02/2026) por seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro. De acordo com a publicação, o ex-chefe do Executivo teria apresentado novo episódio de mal-estar durante a tarde e permaneceu sob monitoramento após o ocorrido. Informações oficiais apontam que laudo médico da Polícia Federal descartou necessidade de internação hospitalar, mantendo o ex-presidente sob custódia no local.

Relato do filho e monitoramento médico

A informação foi divulgada por Carlos Bolsonaro em suas redes sociais, sem detalhamento clínico ou diagnóstico. Segundo a mensagem, o ex-presidente teria passado mal novamente e estava sendo acompanhado por equipe de saúde após o episódio.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a natureza do mal-estar ou eventuais tratamentos realizados. A comunicação do caso ocorreu apenas por meio da manifestação pública do filho do ex-presidente.

De acordo com registros da custódia, laudo da Polícia Federal indicou que não houve necessidade de transferência hospitalar, recomendando apenas o acompanhamento médico dentro da unidade prisional.

Transferência para a Papudinha

Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro de 2026 da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, para o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), estrutura conhecida como Papudinha, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda.

A mudança ocorreu após ajustes operacionais na custódia do ex-presidente, que permanece preso preventivamente desde 22 de novembro de 2025, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

No mesmo local, cumprem pena o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, também condenados em processos relacionados aos desdobramentos das eleições de 2022.

Motivo da prisão preventiva

A prisão de Bolsonaro foi decretada após condenação que, somada, ultrapassa 27 anos de pena, em processos que apuraram a participação em tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022.

Entre as acusações, estão crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, além de outros delitos correlatos analisados pelo Supremo Tribunal Federal.

O ex-presidente permanece sob custódia enquanto seguem os desdobramentos processuais e eventuais recursos judiciais.


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