Feira de Santana recicla 60 toneladas de resíduos em 2025 com apoio de cooperativas, diz SESP

A Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) informou que as cooperativas de reciclagem de Feira de Santana reaproveitaram 60 toneladas de resíduos sólidos recicláveis ao longo de 2025, conforme dados consolidados pela Divisão de Coleta Seletiva. O resultado corresponde ao primeiro ano de atuação estruturada do setor, voltado à triagem, reaproveitamento e destinação adequada de materiais descartados.

O levantamento foi elaborado pela equipe técnica da divisão, responsável pelo acompanhamento da coleta seletiva e pelo suporte às cooperativas credenciadas. A administração municipal avalia que o volume indica crescimento operacional, com possibilidade de ampliação da capacidade.

Segundo os responsáveis pelo programa, a participação de empresas e geradores comerciais ainda pode aumentar, o que impactaria diretamente o total de materiais encaminhados à reciclagem e reduziria a pressão sobre o aterro sanitário.

Estrutura das cooperativas e operação da coleta seletiva

Atualmente, quatro cooperativas atuam em parceria com o poder público e empresas locais. São elas: Redesol, no bairro Gabriela; Ginga Recicla, no Irmã Dulce; Artemares, na região do Tomba; e Coobafs, localizada na Avenida João Durval Carneiro, no Caseb.

Essas entidades realizam triagem, separação, prensagem e comercialização de papel, plástico, metal, vidro e outros recicláveis, integrando a cadeia de reaproveitamento e geração de renda para os trabalhadores do setor.

A Sesp destaca que a expansão da coleta seletiva depende do descarte correto pela população e da separação prévia dos resíduos, prática que facilita o processamento e reduz contaminações.

Metas para 2026 incluem ecopontos e combate ao descarte irregular

Entre as prioridades para o ano seguinte está a implantação de ecopontos em áreas estratégicas da cidade, destinados ao recebimento de restos de construção civil, objetos volumosos e materiais recicláveis. Após a triagem, os resíduos serão encaminhados para destinação ambiental adequada.

A medida busca reduzir o descarte irregular em vias públicas e terrenos baldios, prática associada, em parte, ao transporte informal de entulho. A proposta prevê orientação prévia aos usuários para estimular a utilização correta dos pontos de entrega.

De acordo com a coordenação do programa, ações de educação ambiental devem anteceder a abertura das unidades, com foco em comerciantes, transportadores e moradores que geram maior volume de resíduos.

Logística reversa e economia circular

O município também reforça a aplicação da logística reversa, mecanismo que prevê a responsabilidade de fabricantes e distribuidores pelo recolhimento de produtos pós-consumo, como baterias, pneus e eletrodomésticos.

Esse modelo contribui para a redução de resíduos enviados ao aterro sanitário e incentiva a economia circular, baseada no reaproveitamento, reparo e prolongamento do ciclo de vida dos produtos.

A integração entre cooperativas, empresas e poder público é considerada fundamental para ampliar a recuperação de materiais e diminuir impactos ambientais associados à disposição final.

Impactos ambientais, econômicos e sociais

A reciclagem realizada pelas cooperativas é associada a três dimensões principais. No aspecto ambiental, reduz o volume destinado aos aterros e preserva recursos naturais. No econômico, gera receita com a venda dos recicláveis e movimenta cadeias produtivas locais.

No campo social, a atividade promove emprego e renda para catadores e cooperados, formalizando a prestação de serviços e fortalecendo a inclusão produtiva.

A redução do envio de resíduos ao aterro também aumenta a vida útil das áreas de disposição final, diminuindo custos operacionais e necessidade de novas áreas de descarte.


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