A Fundação Mundial do Cacau (World Cocoa Foundation – WCF) anunciou nesta quinta-feira(12/02/2026) a nomeação de Suzanne Blake como Diretora de Parcerias Estratégicas e Membros, em uma movimentação que reforça a liderança da entidade num momento marcado por pressões regulatórias crescentes, volatilidade de preços e impactos das mudanças climáticas sobre a cadeia global do cacau. A executiva terá a missão de aprofundar a articulação entre empresas, organizações da sociedade civil, investidores e iniciativas ambientais, com foco em sustentabilidade, resiliência climática e melhoria dos meios de subsistência dos agricultores.
Nomeação ocorre em momento crítico para o setor cacaueiro
A decisão da WCF ocorre em um cenário de transformações estruturais no mercado global de cacau. A cadeia produtiva enfrenta novas exigências regulatórias internacionais, oscilações de preços e desafios associados à preservação florestal e à adaptação climática.
Na nova função, Suzanne Blake será responsável por liderar o relacionamento com os associados e parceiros estratégicos da fundação, expandindo a comunidade de membros e alinhando diferentes atores em torno de metas comuns de sustentabilidade. Entre as prioridades estão:
- Fortalecimento da resiliência climática nas regiões produtoras
- Ampliação de iniciativas para melhoria da renda de agricultores
- Promoção de ações coordenadas de proteção florestal
- Desenvolvimento de parcerias de alto impacto e projetos escaláveis
Além disso, a executiva deverá atuar na definição do posicionamento externo da WCF, traduzindo desafios complexos de sustentabilidade em iniciativas concretas capazes de gerar resultados mensuráveis.
Trajetória internacional em sustentabilidade e comunicação estratégica
Suzanne Blake chega à função com mais de 20 anos de experiência internacional em comunicação corporativa, estratégia de sustentabilidade e financiamento climático.
Ao longo da carreira, ocupou cargos de liderança em empresas editoriais como Macmillan e Phaidon, além de agências globais como FutureBrand e SalterBaxter, onde atuou em marketing, comunicação institucional e desenvolvimento de negócios para clientes de diferentes setores.
Mais recentemente, trabalhou na Pollination, consultoria e empresa de investimentos voltada para clima e natureza. Na organização, liderou as áreas de parcerias, marketing e engajamento com a indústria, formando coalizões em torno de soluções climáticas e baseadas na natureza em fóruns internacionais.
Ela também atua como consultora da Nature Positive Landscapes Initiative, assessorando estratégias de comunicação e construção de parcerias.
Blake possui mestrado em História pela Universidade de Edimburgo e certificação em Finanças Sustentáveis pelo Cambridge Institute for Sustainability Leadership.
Declarações destacam papel estratégico da articulação institucional
Ao comentar a nomeação, Suzanne Blake afirmou que o setor cacaueiro ocupa uma posição estratégica entre temas ambientais, sociais e econômicos.
Segundo a executiva, o cacau está na interseção entre proteção florestal, subsistência agrícola e resiliência da cadeia global de suprimentos, e o desafio atual é transformar compromissos em ações coletivas e mensuráveis.
O vice-presidente de operações da WCF, Dougal Freeman, destacou que a nova diretora reúne experiência em assuntos corporativos, sustentabilidade e formação de coalizões, perfil considerado essencial diante do aumento do escrutínio regulatório e das exigências de mercado.
Papel da Fundação Mundial do Cacau
A WCF é uma organização internacional que reúne empresas responsáveis por mais de 80% do setor global do cacau, incluindo cooperativas de produtores, processadores, fabricantes de chocolate, comerciantes e companhias da cadeia de suprimentos.
A entidade atua como plataforma de ação coletiva, articulando empresas, governos e organizações da sociedade civil para enfrentar desafios como:
- Mudanças climáticas
- Desmatamento
- Condições de trabalho no campo
- Modernização da produção
- Transformações de mercado
O objetivo declarado é promover um setor mais sustentável, resiliente e equitativo, com melhoria das condições de vida dos agricultores e preservação ambiental nas regiões produtoras.








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