Governador Jerônimo visita Cooperfarms e destaca expansão da agroindústria no oeste da Bahia

O governador Jerônimo Rodrigues realizou visita nesta quinta-feira (26/02/2026) institucional às novas instalações da Cooperativa de Produtores Rurais (Cooperfarms), no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, onde discutiu com produtores e dirigentes os detalhes do que é apresentado como o maior projeto agroindustrial planejado para a região. A iniciativa envolve a ampliação da cadeia produtiva rural, com foco na integração da produção de proteína animal e de culturas agrícolas, e integra um conjunto de ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da agroindústria e da infraestrutura do setor produtivo.

Expansão da agroindústria no oeste baiano

Durante a visita, o governador destacou o papel estratégico da região oeste no desempenho econômico da Bahia, sobretudo em função da forte presença do agronegócio e da expansão da produção agrícola. Segundo ele, políticas públicas voltadas à infraestrutura logística, incentivo à produção rural e modernização tecnológica são fundamentais para consolidar o crescimento da agroindústria.

De acordo com Jerônimo Rodrigues, o projeto apresentado pela Cooperfarms representa um movimento de ampliação da cadeia produtiva, com potencial para agregar valor à produção agrícola e ampliar mercados. A proposta envolve a integração de diferentes etapas produtivas, desde o cultivo agrícola até a transformação industrial, com foco na produção de proteína animal e em outras cadeias do agronegócio.

O governador também ressaltou que iniciativas dessa natureza contribuem para ampliar a geração de empregos e fortalecer a economia regional. Na avaliação do chefe do Executivo estadual, o avanço da agroindústria no oeste baiano tende a aumentar a arrecadação, estimular investimentos e consolidar a região como um dos principais polos agrícolas do país.

Estrutura e atuação da Cooperfarms

A Cooperfarms reúne atualmente mais de 200 produtores rurais cooperados, que atuam de forma integrada em diversas frentes da produção agrícola. A cooperativa mantém áreas de cultivo distribuídas em seis estados brasileiros, totalizando mais de 600 mil hectares de produção agrícola.

Entre as principais culturas desenvolvidas pelos cooperados estão soja, algodão, milho, sorgo, feijão e milheto, além de outras atividades agrícolas consideradas complementares, como a produção de frutas e culturas de menor impacto ambiental. A diversificação produtiva é apontada como uma estratégia para ampliar a competitividade e reduzir riscos associados às variações de mercado.

O desempenho econômico da cooperativa reflete a dimensão do agronegócio na região. De acordo com dados apresentados durante a visita, o faturamento anual por safra dos cooperados supera US$ 1 bilhão, indicando a relevância do setor para a economia regional e nacional.

Apoio institucional e perspectivas de crescimento

O diretor-presidente da Cooperfarms, Marcelino Kuhnen, afirmou que o apoio do Governo do Estado tem papel relevante para o avanço das iniciativas produtivas da cooperativa. Segundo ele, investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas ao setor agropecuário contribuem para ampliar a capacidade de produção e estimular novos projetos.

Kuhnen destacou ainda que a expansão da agroindústria no oeste baiano tende a impulsionar a geração de empregos e fortalecer as cadeias produtivas locais. Para a cooperativa, a integração entre produção agrícola e processamento industrial representa um caminho para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Durante o encontro, produtores e dirigentes também discutiram demandas relacionadas à logística, infraestrutura de transporte e acesso a tecnologias agrícolas, temas considerados essenciais para sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.

O papel do oeste da Bahia no agronegócio brasileiro

O oeste da Bahia consolidou-se nas últimas décadas como uma das principais fronteiras agrícolas do Brasil. Municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério concentram grandes áreas de produção mecanizada e apresentam elevados índices de produtividade em culturas como soja e algodão.

A expansão do agronegócio na região está associada à disponibilidade de terras agricultáveis, ao avanço tecnológico no campo e à presença de cooperativas e grandes produtores rurais que estruturaram cadeias produtivas altamente integradas.

Esse ambiente produtivo transformou o oeste baiano em um dos principais polos agrícolas do país, com forte presença no comércio internacional de commodities e participação significativa na geração de renda e empregos.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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