A necessidade de construção do Hospital Municipal de Feira de Santana voltou a ser debatida na Câmara Municipal, quinta-feira (05/02/2026), durante sessão ordinária. O vereador Silvio Dias (PT) defendeu a implantação imediata da unidade para reduzir a fila da regulação, ampliar a oferta de atendimentos e desafogar o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), que concentra grande parte da demanda regional.
Segundo o parlamentar, o município recebe pacientes de cidades vizinhas, o que amplia a pressão sobre a rede pública local. A centralização dos atendimentos, conforme relatado, compromete a capacidade de resposta dos hospitais existentes.
A proposta apresentada busca criar uma estrutura municipal capaz de absorver procedimentos eletivos e casos de menor complexidade, liberando leitos estaduais para atendimentos de maior gravidade.
Sobrecarga da rede hospitalar
De acordo com Silvio Dias, Feira de Santana atende demandas de municípios circunvizinhos, cenário que contribui para superlotação e aumento do tempo de espera por cirurgias e internações. O HGCA, principal unidade estadual da região, não consegue atender todo o volume de pacientes.
O vereador citou que, mesmo com a abertura de novos leitos de UTI, o funcionamento do Hospital Estadual da Criança (HEC) e o convênio do Governo do Estado com o Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), a rede continua operando acima da capacidade.
Para ele, a criação de um hospital municipal pode distribuir melhor os atendimentos e reduzir gargalos na regulação.
Proposta de hospital para baixa e média complexidade
A defesa do projeto inclui a destinação da futura unidade para cirurgias de baixa e média complexidade, consultas especializadas e internações clínicas. O objetivo é transferir parte dos procedimentos que hoje ocupam leitos do HGCA e de outros hospitais estaduais.
Com essa redistribuição, a expectativa é reduzir o tempo de espera e otimizar o uso dos recursos públicos disponíveis. O modelo prevê atendimento prioritário à população local, com gestão municipal.
Segundo o vereador, a medida pode ampliar a autonomia do município na organização da saúde pública.
Responsabilidade regional e divisão de demandas
Silvio Dias afirmou que os municípios vizinhos também precisam estruturar seus próprios serviços de saúde, evitando deslocamentos frequentes para Feira de Santana. A concentração regional, conforme destacou, impacta diretamente o funcionamento das unidades locais.
“Enquanto Feira de Santana continuar recebendo pacientes de outras cidades para procedimentos de baixa e média complexidade, os hospitais permanecerão superlotados”, declarou na tribuna.
Para o parlamentar, a reorganização do atendimento regional e a construção do hospital municipal são ações complementares para reduzir a pressão sobre o sistema.
Encaminhamentos e próximos passos
O tema deve permanecer em discussão no Legislativo, com possíveis articulações junto ao Executivo municipal para viabilizar estudos técnicos, orçamento e definição de local para implantação da unidade.
A proposta também poderá envolver parcerias com o Governo do Estado para custeio e integração da rede assistencial.
A expectativa é que o hospital amplie a capacidade de atendimento, diminua filas da regulação e distribua melhor os fluxos de pacientes na região.










Deixe um comentário