Na segunda-feira (09/02/2026), a Latam Airlines anunciou a demissão do piloto Sergio Antônio Lopes, preso no Aeroporto de Congonhas (SP) sob a acusação de liderar uma rede de abuso sexual infantil. Segundo o comunicado da companhia, Lopes não faz mais parte do quadro de colaboradores, e a empresa reafirmou a política de tolerância zero para condutas que violem ética, valores e código de conduta, mantendo cooperação com as autoridades.
O piloto, de 60 anos, foi detido dentro do avião que pilotaria, em operação denominada “Apertem os Cintos”, deflagrada na mesma manhã para capturá-lo. As investigações começaram há três meses, após denúncia de uma vítima, e identificaram que Lopes se relacionava com meninas de 8 a 12 anos, pagando às mães e avós para obter acesso às crianças, que eram levadas para motéis onde eram abusadas.
A apuração policial resultou na prisão de duas familiares das vítimas, incluindo uma avó e uma mãe, que facilitaram o acesso das crianças ao piloto. Valores pagos para obter o contato com as vítimas variavam entre R$ 30 e R$ 100, além de benefícios materiais, como pagamento de aluguéis e doação de uma televisão.
Operação policial e detalhes da investigação
Segundo a investigação, Sergio Antônio Lopes atuava no crime há oito anos, configurando um padrão de abuso sistemático. A polícia coletou provas de transações financeiras e registros de encontros que comprovaram a participação de familiares no esquema. A ação teve caráter preventivo e repressivo, garantindo a captura do suspeito antes da decolagem do voo.
As autoridades continuam o trabalho de identificação de outras possíveis vítimas e envolvidos. A operação evidencia a atuação coordenada da polícia civil paulista e do Ministério Público, com objetivo de desarticular a rede e responsabilizar todos os participantes, diretos ou indiretos, pelo crime.
A Latam reafirmou seu compromisso com segurança, ética e transparência, mantendo-se disponível para colaborar com investigações, além de reforçar treinamentos internos voltados para prevenção de condutas criminosas e proteção de menores.
Impactos e medidas da companhia
A demissão do piloto representa a aplicação imediata da política interna de conduta e marca a atenção da empresa a crimes envolvendo abuso infantil. A companhia orienta funcionários e parceiros a reportarem qualquer indício de irregularidade, reforçando o papel do setor privado na prevenção e combate a crimes sexuais contra crianças.
O caso também aciona protocolos de segurança e auditoria interna para verificar eventuais falhas no monitoramento de colaboradores e prevenir novos incidentes, alinhando procedimentos à legislação brasileira de proteção à infância e adolescência.











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