A Marinha do Brasil anunciou, quinta-feira (12/02/2026), a contratação de um segundo lote de fragatas da classe Tamandaré, elevando para oito o número total de embarcações previstas no programa de renovação da esquadra. A medida integra o planejamento de modernização da Força e amplia a capacidade de vigilância, controle marítimo e projeção de poder no Atlântico Sul.
De acordo com o comando naval, a expansão já estava considerada nos estudos estratégicos internos e atende à necessidade de substituição gradual de navios mais antigos, além do fortalecimento da presença brasileira na chamada Amazônia Azul, área marítima com recursos naturais e rotas comerciais relevantes.
O novo lote complementa o contrato original firmado em 2020, quando foram encomendadas as quatro primeiras fragatas, marcando o início do Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um dos principais projetos de reaparelhamento da Defesa.
Estrutura do programa e construção
A construção das embarcações é conduzida pelo consórcio Águas Azuis, formado pela ThyssenKrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e empresas brasileiras parceiras, com transferência de tecnologia e participação da indústria nacional.
As fragatas são baseadas no projeto MEKO A-100, com aproximadamente 3,5 mil toneladas de deslocamento, arquitetura modular e integração de sistemas digitais de comando e controle. O modelo permite atualizações tecnológicas ao longo da vida útil dos navios.
Segundo a Marinha, o objetivo é garantir padronização logística, redução de custos operacionais e maior autonomia de manutenção, além de ampliar a capacidade de produção local de componentes estratégicos.
Capacidades operacionais
As embarcações foram projetadas para atuação multimissão, incluindo patrulha marítima, guerra antissubmarino, guerra antiaérea e guerra de superfície. Os navios também poderão participar de operações de escolta, proteção de rotas comerciais e ações de busca e salvamento.
A primeira unidade, fragata Tamandaré (F200), foi lançada ao mar em agosto de 2024 e deve iniciar testes operacionais antes da incorporação definitiva à frota. A segunda, Jerônimo de Albuquerque (F201), lançada em 2025, encontra-se em fase de equipagem, enquanto as demais seguem em construção.
Com o novo lote, a expectativa é ampliar a presença contínua da Marinha em áreas de interesse estratégico, reduzindo intervalos de manutenção e aumentando a disponibilidade de meios navais.
Estratégia marítima e segurança
O comando naval afirma que a ampliação do programa está alinhada à Estratégia Nacional Marítima, que prevê fortalecimento do monitoramento de infraestruturas offshore, cabos submarinos, rotas energéticas e zonas econômicas exclusivas.
A medida também busca elevar a capacidade de resposta a ameaças transnacionais, ilícitos marítimos e proteção de recursos naturais, além de reforçar a participação do Brasil em missões internacionais e exercícios combinados.
Com a expansão para oito fragatas, a Marinha projeta maior flexibilidade operacional e renovação gradual da esquadra de superfície, considerada essencial para o planejamento de longo prazo da Defesa.
*Com informações da Sputnik News.







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