Um médico clínico geral, de 29 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (03/02/2026), em Seabra, na Chapada Diamantina, suspeito de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Segundo as investigações, o profissional atuava em consultórios particulares e unidades da rede pública de saúde e se valia da posição funcional para cometer abusos durante consultas e exames. Ao menos três vítimas foram identificadas até o momento — duas mulheres, de 19 e 24 anos, e uma adolescente, de 14 — além de uma ex-assistente, que teria sofrido violência psicológica e sexual. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Praesidium, com cumprimento de mandado de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado.
Operação Praesidium e cumprimento de mandados
As diligências foram conduzidas por equipes da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra) e da 1ª Delegacia Territorial de Seabra, com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Diamantina). Três ordens judiciais de busca e apreensão foram executadas: uma na residência do suspeito e duas nas clínicas onde ele trabalhava. O objetivo foi reunir novos elementos informativos que possam corroborar as apurações em curso.
O investigado foi localizado no bairro Tamboril, em Seabra, conduzido à unidade policial e teve o mandado de prisão temporária cumprido. Ele permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário.
Dinâmica dos crimes apurados
Conforme as investigações, os abusos teriam ocorrido durante atendimentos médicos, com relatos de comentários inoportunos e atos libidinosos praticados no contexto de consultas e exames. Em um dos núcleos investigativos, há indícios de que o médico teria exercido violência psicológica e sexual contra uma ex-assistente, valendo-se da relação de hierarquia.
No caso das pacientes, a apuração indica que os crimes se deram no ambiente clínico, aproveitando-se da confiança inerente ao ato médico e da vulnerabilidade das vítimas no contexto do atendimento de saúde.
Identificação das vítimas e início das apurações
O caso veio a público após familiares de uma das vítimas perceberem mudança comportamental e receberem o relato de fatos ocorridos desde o ano passado. A partir da comunicação às autoridades, foram instaurados procedimentos investigativos que culminaram na deflagração da Operação Praesidium.
Até o momento, três vítimas foram formalmente identificadas, mas a polícia não descarta a existência de outras pessoas que possam ter sido lesadas, razão pela qual as investigações seguem em andamento.










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