Pelo menos 53 migrantes estão mortos ou desaparecidos após o naufrágio de um barco insuflável com 55 pessoas ao largo da costa da Líbia. O caso foi confirmado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) na segunda-feira (09/02/2026). Apenas duas mulheres nigerianas foram resgatadas com vida em operação conduzida por autoridades líbias.
O incidente ocorreu na sexta-feira (06/02/2026), a norte de Zuwara, quando a embarcação perdeu estabilidade e virou durante a travessia do Mediterrâneo Central, rota frequentemente utilizada por migrantes que tentam chegar à Europa.
Segundo a OIM, as sobreviventes receberam atendimento médico emergencial no momento do desembarque, com apoio de equipes humanitárias e coordenação com autoridades locais.
Operação de resgate e relatos das sobreviventes
De acordo com a agência, somente duas pessoas sobreviveram ao naufrágio. Uma delas relatou a perda do marido, enquanto a outra informou o desaparecimento dos dois filhos pequenos durante o acidente.
As autoridades líbias conduziram a operação de busca e salvamento, localizando as mulheres horas após o afundamento da embarcação.
Após o resgate, as sobreviventes foram encaminhadas para atendimento médico e assistência humanitária em porto da região.
Dinâmica do naufrágio
Relatos indicam que o barco transportava migrantes e refugiados de diferentes nacionalidades africanas. A partida ocorreu por volta das 23h de quinta-feira (05/02/2026), a partir de Al-Zawiya, cidade costeira a oeste de Trípoli.
Cerca de seis horas após o início da viagem, a embarcação começou a receber água, perdeu flutuação e virou, provocando o desaparecimento da maior parte dos passageiros.
As condições da embarcação e a superlotação são apontadas como fatores de risco recorrentes nesse tipo de travessia.
Dados sobre a rota do Mediterrâneo Central
A OIM classifica o Mediterrâneo Central como uma das rotas migratórias mais letais do mundo. Dados recentes da organização indicam que 375 migrantes morreram ou desapareceram apenas em janeiro de 2026, em episódios semelhantes.
O Projeto Migrantes Desaparecidos estima que mais de 1,3 mil pessoas perderam contato com familiares na região em 2025.
Com o naufrágio desta semana, o total de mortos ou desaparecidos na rota em 2026 subiu para pelo menos 484, segundo os registros da agência.
Tráfico humano e apelos por cooperação internacional
A organização também alertou para a atuação de redes de tráfico e contrabando de pessoas, que exploram migrantes com promessas de travessias seguras, utilizando embarcações sem condições adequadas.
Essas operações expõem passageiros a riscos de abuso, violência e acidentes marítimos, agravando a vulnerabilidade de famílias inteiras.
A OIM defende maior cooperação internacional, políticas de proteção e criação de vias seguras e regulares de migração, com o objetivo de reduzir mortes e ampliar o acesso a alternativas legais de deslocamento.










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