O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta quinta-feira (05/02/2026), a terceira fase da operação “Premium Mandatum”, no município de Petrolina, em Pernambuco, com foco em integrantes de uma organização criminosa com atuação em Senhor do Bonfim e em outras cidades do norte baiano. Durante a ação, um líder regional do Comando Vermelho foi preso, por força de mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas, e também detido em flagrante por posse ilegal de armas, após a apreensão de armamentos e munições em seu poder.
A operação resultou na apreensão de quatro armas de fogo, entre espingardas e pistolas, além de munições e um aparelho celular. O suspeito era considerado foragido e figurava entre os principais alvos da fase atual da investigação.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte), com atuação conjunta da 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim, contando com apoio operacional do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (BEPI-PE) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Caatinga (Cipe-Caatinga). As medidas judiciais foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim.
Terceira fase aprofunda investigações financeiras e operacionais
Os alvos desta etapa não haviam sido localizados nas fases anteriores da operação, quando foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão em cidades da Bahia, como Senhor do Bonfim e Juazeiro, além de ações em Santa Catarina. Na ocasião, os investigados ocupavam funções estratégicas dentro da estrutura da organização criminosa, atuando como líderes, gerentes e facilitadores.
Segundo o MPBA, as duas primeiras fases resultaram na denúncia de 48 pessoas ligadas ao núcleo financeiro da facção, além do bloqueio judicial de R$ 44 milhões atribuídos ao grupo criminoso. A nova etapa busca atingir a cadeia de comando e ampliar o conjunto de provas contra os principais articuladores do esquema.
Estrutura hierárquica e comando a partir do sistema prisional
As investigações apontam que a organização possuía estrutura hierárquica bem definida, com comando estratégico exercido de dentro do sistema prisional. Um dos líderes, mesmo encarcerado, teria ordenado execuções e coordenado a logística do tráfico de drogas, além do comércio ilegal de armas.
O grupo também contava com a participação de familiares e pessoas próximas, que atuavam como facilitadores financeiros. De acordo com o MPBA, essas pessoas cediam contas bancárias para pulverizar os recursos ilícitos, dificultando o rastreamento das autoridades e viabilizando a lavagem de dinheiro.
O material apreendido nesta fase será utilizado para aprofundar a produção de provas, com o objetivo de desarticular integralmente a rede criminosa e responsabilizar todos os envolvidos nas atividades ilegais, que incluem tráfico de drogas, homicídios e comércio de armas.









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