OSBA encerra Carnaval com “Baile Concerto – A Saideira” no Pelourinho e reúne artistas da música baiana em espetáculo gratuito

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) realizou, na noite deste sábado (21/02/2026), no Largo do Pelourinho, em Salvador, o espetáculo “Baile Concerto – A Saideira”, evento gratuito que marcou o encerramento da programação oficial do Carnaval do Governo da Bahia, dentro do projeto “Carnaval na Bahia: um Estado de Alegria”. A apresentação reuniu músicos da cena cultural baiana e promoveu um encontro entre a música orquestral e ritmos populares que caracterizam a identidade cultural do estado.

O concerto foi conduzido pelo maestro Carlos Prazeres, com direção artística de Manno Góes, e transformou o Centro Histórico da capital baiana em um grande baile sinfônico ao ar livre. O repertório destacou a pluralidade musical da Bahia e celebrou os 110 anos do samba, com arranjos que mesclaram elementos da tradição erudita com expressões populares da música afro-baiana.

Entre os artistas convidados estiveram Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais, Serginho (Adão Negro) e Edcity, que dividiram o palco com a orquestra em interpretações que ampliaram o diálogo entre diferentes gêneros musicais.

Concerto promove encontro entre música erudita e ritmos populares

A proposta do espetáculo foi integrar a sonoridade sinfônica com estilos que marcam a cultura musical da Bahia. Segundo o maestro Carlos Prazeres, a participação da OSBA em um evento associado ao período carnavalesco reforça o vínculo da instituição com a sociedade.

De acordo com o regente, uma orquestra que busca proximidade com o público precisa dialogar com manifestações culturais amplas e populares. Prazeres ressaltou que a experiência permite trocas culturais e experimentações musicais, aproximando o repertório sinfônico das tradições rítmicas que definem a identidade musical do estado.

A direção artística do projeto destacou ainda que o “Baile Concerto” funciona como uma plataforma que permite explorar a diversidade sonora e ampliar as possibilidades criativas dentro da música de concerto.

Participações artísticas destacam diversidade cultural da Bahia

A fusão entre diferentes estilos musicais foi um dos aspectos centrais da apresentação. Artistas convidados compartilharam o palco com a orquestra em interpretações que reuniram samba, pagodão, música afro-baiana, reggae e MPB, ampliando o alcance estético do espetáculo.

O cantor Edcity, representante do pagodão baiano, ressaltou a importância da presença de gêneros musicais populares em espaços tradicionalmente associados à música de concerto. Para o artista, a experiência demonstra a capacidade de diálogo entre diferentes expressões culturais.

A cantora Larissa Luz destacou o impacto visual e sonoro da apresentação, enfatizando a combinação entre a instrumentação orquestral e a percussão afro-baiana. Já Robson Morais, integrante da Banda Mel, afirmou que cantar acompanhado por uma orquestra proporciona uma experiência sonora distinta, ampliando a percepção musical do público e dos próprios intérpretes.

O sambista Nelson Rufino também participou do espetáculo e descreveu a apresentação como a realização de um projeto pessoal antigo. Segundo ele, a presença de instrumentos de cordas e metais amplia a dimensão musical de repertórios tradicionalmente executados com formações menores.

Homenagem a Michael Jackson relembra gravação histórica no Pelourinho

O concerto incluiu ainda uma participação especial de Rodrigo Teaser, artista conhecido por apresentações em homenagem a Michael Jackson. A presença do performer integrou uma celebração simbólica aos 30 anos da gravação do videoclipe da música “They Don’t Care About Us”, realizada no Pelourinho em 1996.

A gravação do clipe, dirigida pelo cineasta Spike Lee, transformou o Centro Histórico de Salvador em um dos cenários mais reconhecidos da cultura pop internacional, tornando-se um marco da relação entre música global e cultura afro-brasileira.

Governo da Bahia destaca papel cultural e social da OSBA

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, destacou o papel da OSBA na ampliação do acesso à música orquestral no estado e na promoção de experiências artísticas que dialogam com diferentes públicos.

Segundo o secretário, iniciativas como o “Baile Concerto” contribuem para romper barreiras culturais e ampliar a presença da música clássica em espaços públicos, aproximando a orquestra de públicos diversos. Ele ressaltou também a relevância do Pelourinho como território simbólico da cultura baiana.

Monteiro afirmou ainda que o carnaval no Centro Histórico reuniu cerca de 600 mil pessoas ao longo da programação, com baixo registro de ocorrências de violência, reforçando o papel da cultura como elemento de dinamização social e econômica da região.

Programação cultural segue no Pelourinho e na Concha Acústica

Após o concerto no Pelourinho, a programação cultural da região continua com atividades do projeto Estica Verão, que prevê apresentações musicais em diversos largos do Centro Histórico de Salvador.

A Orquestra Sinfônica da Bahia realiza ainda uma segunda apresentação do espetáculo “Baile Concerto – A Saideira” neste domingo (22/02/2026), às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. O show contará com participação especial do cantor Zeca Veloso.

Os ingressos para a apresentação na Concha Acústica estão disponíveis na plataforma Sympla e na bilheteria do espaço cultural.

História e atuação da Orquestra Sinfônica da Bahia

Criada em 30 de setembro de 1982, a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) integra o corpo artístico do Teatro Castro Alves e é considerada uma das principais instituições musicais do Nordeste brasileiro.

Desde abril de 2017, a gestão da orquestra é realizada pela Associação Amigos do Teatro Castro Alves (ATCA), organização social responsável pela administração do conjunto artístico. A OSBA permanece como um corpo artístico público, mantido com recursos do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Ao longo de sua trajetória, a instituição desenvolveu projetos voltados à democratização da música orquestral, incluindo concertos em espaços públicos, programas educativos e colaborações com artistas da música popular brasileira.


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