Domingo (22/02/2026) — O Partido Liberal (PL) avalia nas próximas semanas a possibilidade de convidar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para integrar como vice a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que classificou as conversas como preliminares, afirmando que o processo ainda está em estágio inicial. A movimentação ocorre paralelamente às articulações políticas conduzidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo cumprindo pena em Brasília, segue participando de discussões estratégicas sobre candidaturas, alianças regionais e composição de chapas para o próximo ciclo eleitoral.
PL avalia composição presidencial com Romeu Zema
O Partido Liberal iniciou discussões internas sobre possíveis composições para a disputa presidencial de 2026, tendo como nome central o senador Flávio Bolsonaro, considerado um dos principais representantes do campo bolsonarista na corrida ao Palácio do Planalto.
Entre as alternativas analisadas pela direção partidária está o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, filiado ao partido Novo. Segundo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o debate ainda se encontra em fase inicial e deverá avançar nas próximas semanas.
De acordo com o dirigente partidário, o tema será tratado em reuniões internas com lideranças políticas e aliados estratégicos. “Tudo pode acontecer. O processo está no início e tivemos poucas conversas até agora”, afirmou Costa Neto.
Avaliação interna do bolsonarismo
A possibilidade de Zema integrar uma chapa presidencial com Flávio Bolsonaro foi mencionada também por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) declarou que o governador mineiro é visto como um nome capaz de fortalecer a candidatura do partido.
Segundo o congressista, Zema reúne credenciais políticas e administrativas que poderiam contribuir para ampliar o alcance eleitoral da eventual chapa.
“Romeu Zema é um homem qualificado, digno e honrado, um dos exemplos que podem chegar para somar”, afirmou Sanderson após visitar Bolsonaro em Brasília.
Nos bastidores, outro nome citado como possibilidade para compor alianças do campo conservador é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura durante o governo Bolsonaro.
Articulações políticas mesmo com Bolsonaro preso
As negociações ocorrem em meio à permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, em Brasília, onde cumpre pena.
Apesar da situação judicial, Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de parlamentares, dirigentes partidários e aliados políticos, que relatam encontros voltados à discussão do cenário eleitoral de 2026.
Segundo interlocutores do partido, o objetivo dessas conversas é antecipar a organização de palanques regionais, reduzir disputas internas e consolidar alianças entre diferentes grupos da direita brasileira.
A avaliação predominante entre aliados é que a próxima eleição presidencial exigirá coordenação nacional e estratégia antecipada, especialmente para ampliar a presença do partido no Congresso Nacional.
Disputa por vagas no Senado e nos estados
Além das discussões sobre a eleição presidencial, lideranças do PL também trabalham na definição de candidaturas ao Senado e aos governos estaduais.
O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido mantém uma divisão informal de atribuições políticas dentro do campo bolsonarista.
Segundo ele, Jair Bolsonaro costuma influenciar as indicações para o Senado, enquanto a direção partidária tem maior peso na definição das candidaturas aos governos estaduais.
“Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores”, declarou Costa Neto.
A afirmação foi feita após o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) informar publicamente que o ex-presidente estaria organizando uma lista preliminar de pré-candidatos para diferentes cargos nas eleições de 2026.
Possíveis candidaturas da família Bolsonaro
Nos bastidores políticos, também circulam especulações sobre candidaturas de integrantes da família Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro declarou recentemente que familiares poderão disputar cargos eletivos no próximo pleito.
Entre as possibilidades mencionadas estão:
- Michelle Bolsonaro, cotada para disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal
- Carlos Bolsonaro, apontado como possível candidato ao Senado por Santa Catarina
- Renan Bolsonaro, que poderia disputar uma vaga de deputado federal
Após visita ao ex-presidente, o deputado Ubiratan Sanderson afirmou que Bolsonaro manifestou apoio à candidatura de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (PL-DF) para o Senado no Distrito Federal.
Estratégia eleitoral em Minas Gerais
Outro eixo relevante das articulações envolve o estado de Minas Gerais, considerado estratégico nas disputas presidenciais.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou Bolsonaro em Brasília e afirmou ter recebido autorização para articular as chapas do partido em Minas.
Segundo o parlamentar, a prioridade do grupo político é unificar as forças da direita no estado, evitando divisões internas que possam favorecer adversários.
“Quem ganha em Minas Gerais ganha no país”, afirmou o deputado, ressaltando o peso eleitoral do estado no cenário nacional.
Nikolas também destacou que a estratégia envolve candidaturas ao Senado, ao governo estadual e à Assembleia Legislativa, além da ampliação da base parlamentar no Congresso.
*Com informações do Poder360.








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