A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25/02/2026), a Operação HYDRA, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. A ação mobilizou 35 policiais federais para o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Paulo Afonso e Itabuna, no estado da Bahia. Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos falsos para abrir contas bancárias em nome de terceiros e contratar operações de crédito fraudulentas, provocando prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão à instituição financeira.
Operação mira esquema de fraude contra a Caixa Econômica Federal
A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta que os suspeitos integravam uma estrutura criminosa organizada para aplicar golpes financeiros contra a Caixa Econômica Federal, utilizando identidades falsas ou dados de terceiros.
De acordo com os investigadores, o método utilizado pelo grupo envolvia a abertura de contas bancárias fraudulentas, realizada com documentos falsificados ou obtidos de forma ilícita. Após a criação das contas, os criminosos contratavam operações de crédito junto ao banco público, retirando os valores antes que eventuais inconsistências fossem identificadas pelos sistemas de controle.
Esse modelo de fraude permitia aos envolvidos obter recursos financeiros de forma rápida e dificultar a identificação dos responsáveis, uma vez que as contas eram registradas em nome de terceiros que, em muitos casos, desconheciam completamente a utilização de seus dados.
O prejuízo estimado até o momento é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, valor que pode aumentar conforme o avanço das investigações e a análise de novas operações suspeitas identificadas pelas autoridades.
Mandados foram cumpridos em cinco cidades da Bahia
Durante a deflagração da operação, a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios baianos, com foco na coleta de documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações.
As diligências ocorreram nos seguintes municípios:
- Salvador
- Camaçari
- Lauro de Freitas
- Paulo Afonso
- Itabuna
A operação contou com 35 policiais federais, além do apoio da Patamo da Polícia Militar da Bahia (PMBA), que auxiliou nas ações de campo e na segurança das equipes durante o cumprimento das ordens judiciais.
Os materiais apreendidos serão submetidos a análise pericial e investigação documental, etapa considerada essencial para identificar outros possíveis participantes do esquema e eventuais ramificações da organização criminosa.
Investigação contou com apoio da área de inteligência da Caixa
Segundo a Polícia Federal, a investigação foi possível graças à colaboração da área de Inteligência de Segurança da Caixa Econômica Federal, que forneceu informações detalhadas sobre movimentações suspeitas e padrões de fraude identificados nos sistemas da instituição.
Esses dados permitiram aos investigadores mapear a dinâmica do esquema criminoso, identificar contas suspeitas e rastrear operações financeiras relacionadas às fraudes.
A cooperação entre instituições financeiras e autoridades policiais tem se tornado cada vez mais relevante no combate a crimes financeiros, especialmente em casos envolvendo fraudes eletrônicas, falsificação documental e golpes estruturados contra bancos públicos e privados.
Crimes investigados e possíveis penas
Os investigados poderão responder pelos crimes de:
- Estelionato contra entidade de direito público
- Associação criminosa
No caso do estelionato cometido contra entidade pública, a legislação prevê pena de reclusão de um a cinco anos e multa, podendo ser aplicada em dobro, o que eleva a pena para até 10 anos de prisão, além de multa.
Já o crime de associação criminosa prevê pena de reclusão de um a três anos, também podendo ser cumulada com outras sanções previstas no Código Penal.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam, com novas diligências previstas, incluindo oitivas de investigados, análise de documentos apreendidos e rastreamento de movimentações financeiras relacionadas ao esquema.








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