A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou 1,40 bilhão de toneladas em 2025, segundo balanço divulgado terça-feira (10/02/2026) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa crescimento de 6,1% em relação às 1,32 bilhão de toneladas registradas em 2024, consolidando novo patamar operacional do setor.
O levantamento considera terminais públicos e privados e abrange diferentes categorias de carga, como contêineres, granéis sólidos, granéis líquidos e cargas gerais. O resultado é atribuído à ampliação da capacidade logística e ao aumento de investimentos em infraestrutura portuária.
De acordo com a agência, a expansão reforça o papel do sistema aquaviário na cadeia de exportação e abastecimento interno, especialmente no escoamento de commodities minerais, agrícolas e energéticas.
Desempenho por tipo de carga
Entre os segmentos, a movimentação de cargas conteinerizadas cresceu 7,2%, totalizando 164,6 milhões de toneladas. O aumento indica maior utilização de transporte unitizado para produtos industrializados e bens de consumo.
As cargas gerais soltas somaram 65,8 milhões de toneladas, avanço de 0,8% frente ao ano anterior. Já os granéis sólidos atingiram 839,7 milhões de toneladas, com variação de 6,3%, enquanto os granéis líquidos alcançaram 333 milhões de toneladas, alta de 6,1%.
No consolidado, minério de ferro (30%), óleo bruto (16%) e contêineres (12%) concentraram mais da metade do volume total movimentado. A China permaneceu como principal destino do minério brasileiro, absorvendo 72% das exportações do produto.
Investimentos e participação do setor privado
A Antaq informou que o desempenho acompanha a elevação dos aportes financeiros na infraestrutura portuária. Em 2020, os investimentos privados somaram R$ 129,3 bilhões, valor que chegou a R$ 234,9 bilhões no último ano, quase o dobro do montante inicial.
No setor público, os recursos passaram de R$ 36,4 bilhões para R$ 45,1 bilhões no mesmo período. Considerando os dois segmentos, o total investido subiu de R$ 165,7 bilhões para R$ 280 bilhões em cinco anos.
Segundo a diretoria da agência reguladora, o crescimento da participação privada está associado ao modelo de concessões, arrendamentos e parcerias, voltado à ampliação de terminais, modernização de equipamentos e melhoria de acessos logísticos.
Projeções de demanda e planejamento
Estudos técnicos da Antaq indicam expansão contínua da demanda por cargas conteinerizadas e granelizadas nos próximos anos. A estimativa é que a movimentação total chegue a 1,44 bilhão de toneladas em 2026, alta de 2,7% sobre 2025.
Para 2030, a projeção é de 1,59 bilhão de toneladas, o que exigirá ampliação da capacidade operacional, modernização de áreas retroportuárias e melhoria de conexões rodoviárias e ferroviárias.
A agência também defende ações para evitar gargalos logísticos, com foco em eficiência operacional, expansão de infraestrutura e integração multimodal para sustentar o crescimento do comércio exterior brasileiro.
*Com informações da Agência Brasil.








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