Estados Unidos e Israel iniciaram uma ampla ofensiva militar contra o Irã, denominada “Operação Fúria Épica” (Operation Epic Fury), após o colapso das negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. A operação foi executada por meio de ataques aéreos e navais contra alvos estratégicos no território iraniano, provocando explosões na capital Teerã e desencadeando uma rápida escalada militar no Oriente Médio. O governo iraniano anunciou retaliação com mísseis e drones contra Israel, enquanto autoridades americanas indicam que a campanha militar pode se estender por vários dias. A ofensiva ocorre em meio a preocupações internacionais sobre o programa nuclear e o desenvolvimento de mísseis balísticos do Irã, elevando o risco de um conflito regional mais amplo e possíveis impactos no mercado global de energia, especialmente nas rotas petrolíferas do Golfo Pérsico.
Escalada militar após fracasso das negociações nucleares
A ofensiva militar começou poucas horas depois da confirmação do colapso das negociações entre Washington e Teerã sobre limites ao programa nuclear iraniano. Segundo autoridades americanas, o Irã teria retomado atividades sensíveis de enriquecimento de urânio e intensificado o desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance, capazes de atingir alvos na Europa e potencialmente no território norte-americano.
A operação conjunta mobilizou forças aéreas, navios de guerra e sistemas de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, com ataques direcionados a instalações militares, bases da Guarda Revolucionária e estruturas associadas ao programa de mísseis iraniano. As primeiras explosões foram registradas em Teerã e em outras regiões consideradas estratégicas para a infraestrutura militar do país.
Autoridades militares americanas indicaram que o objetivo central da operação é reduzir significativamente a capacidade militar iraniana e impedir o avanço do programa nuclear, considerado por Washington uma ameaça direta à segurança dos Estados Unidos, de Israel e de aliados ocidentais no Oriente Médio.
Trump confirma operações militares e promete destruir capacidade bélica iraniana
Em pronunciamento oficial após o início da operação, o presidente Donald Trump declarou que as forças armadas dos Estados Unidos haviam iniciado “grandes operações de combate no Irã”, afirmando que a ação busca neutralizar ameaças consideradas iminentes contra interesses americanos.
Durante o discurso, Trump reiterou que a política estratégica dos Estados Unidos permanece baseada no princípio de que o Irã não pode possuir armas nucleares, afirmando de forma enfática:
“Eles nunca terão uma arma nuclear.”
O presidente também associou o regime iraniano a ataques históricos contra interesses americanos e aliados, citando episódios como o atentado contra o quartel dos fuzileiros navais em Beirute em 1983, ataques contra tropas americanas no Oriente Médio e ações de grupos armados apoiados por Teerã.
Trump declarou ainda que a ofensiva pretende destruir a indústria de mísseis iraniana, neutralizar a marinha do país e enfraquecer as milícias aliadas ao regime, que atuam em diferentes regiões do Oriente Médio.
Operações militares incluem ataques a infraestrutura nuclear
Segundo o presidente americano, os Estados Unidos já haviam realizado uma operação militar anterior, denominada “Midnight Hammer”, em junho, que teria atingido instalações nucleares iranianas nas localidades de Fordo, Natanz e Isfahan.
De acordo com Trump, Washington alertou Teerã para que interrompesse definitivamente qualquer tentativa de reconstruir seu programa nuclear. O governo americano afirma que, após o ataque anterior, tentou retomar negociações diplomáticas com o Irã, mas as conversas não avançaram.
A atual ofensiva militar busca impedir que o país retome ou amplie sua capacidade de enriquecimento nuclear e desenvolvimento de mísseis de longo alcance, considerados pelo governo americano uma ameaça estratégica de alcance global.
Irã anuncia retaliação e amplia risco de conflito regional
Em resposta aos ataques, autoridades iranianas anunciaram retaliação com o lançamento de mísseis balísticos e drones contra Israel, elevando o risco de uma escalada militar envolvendo diversos países do Oriente Médio.
Analistas militares destacam que o Irã mantém uma rede de aliados e grupos armados na região, incluindo milícias no Líbano, Síria, Iraque e Iêmen, o que amplia a possibilidade de abertura de novas frentes de conflito indireto.
A situação também provoca apreensão nos mercados internacionais, sobretudo devido ao risco de interrupção nas rotas de transporte de petróleo no Golfo Pérsico, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das principais passagens estratégicas para o comércio global de energia.
Conflito amplia incertezas estratégicas no Oriente Médio
A Operação Fúria Épica representa uma das intervenções militares mais significativas envolvendo diretamente os Estados Unidos contra o Irã nas últimas décadas. O episódio evidencia o fracasso do processo diplomático voltado à contenção do programa nuclear iraniano, um tema que permanece central na agenda de segurança internacional.
Do ponto de vista geopolítico, a ofensiva pode reconfigurar o equilíbrio estratégico no Oriente Médio, sobretudo pela possibilidade de resposta indireta por meio de milícias aliadas ao Irã. Esse cenário amplia o risco de um conflito prolongado e descentralizado, com múltiplos atores e frentes de combate.
Além da dimensão militar, a crise também levanta questionamentos sobre a fragilidade dos mecanismos internacionais de não proliferação nuclear e sobre a capacidade das instituições multilaterais de evitar escaladas armadas em regiões estratégicas para a segurança global.
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