O pagamento do Bolsa Família para 18,84 milhões de famílias começa nesta quinta-feira (12/02/2026) em 5.570 municípios, com benefício médio de R$ 690,01 e investimento federal de R$ 13 bilhões no mês. O cronograma é escalonado conforme o final do Número de Identificação Social (NIS) e segue até o dia 27.
Além do valor básico, o programa mantém adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes, além de repasses diferenciados para municípios atingidos por desastres climáticos. A política integra o sistema nacional de transferência de renda voltado a famílias em situação de vulnerabilidade.
Os pagamentos unificados contemplam 171 municípios afetados por secas, enchentes e eventos extremos, que recebem no primeiro dia do calendário.
Calendário, cobertura nacional e repasses emergenciais
O Bolsa Família mantém cobertura em todo o território nacional, com liberação dos recursos conforme o número final do NIS. O modelo busca distribuir os pagamentos ao longo do mês e organizar o fluxo de atendimento bancário.
Entre os municípios com pagamento antecipado e unificado, estão 122 no Rio Grande do Norte, 14 na Bahia, 12 no Paraná, 11 em Sergipe, seis em Roraima, três no Amazonas, duas no Piauí e um em Santa Catarina, conforme regras específicas para situações de calamidade.
O objetivo é assegurar liquidez imediata às famílias impactadas por desastres, permitindo acesso integral ao benefício logo no início do calendário.
Benefícios adicionais para crianças, adolescentes e gestantes
O Benefício Primeira Infância atende 8,3 milhões de crianças de zero a seis anos, com adicional de R$ 150 por integrante, somando R$ 1,2 bilhão em investimentos neste mês. O valor é incorporado ao cálculo total recebido por cada família.
Outros benefícios complementares de R$ 50 alcançam 13,8 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 654,4 mil gestantes e 339,5 mil nutrizes, com aporte superior a R$ 699,8 milhões.
Os adicionais têm como finalidade reforçar a proteção social de públicos com maior demanda de renda, ampliando o suporte financeiro conforme a composição familiar.
Grupos prioritários, perfil dos responsáveis e regra de proteção
O programa também contempla 258,4 mil famílias com pessoas em situação de rua, 247,6 mil indígenas, 291,2 mil quilombolas, 3,6 mil famílias com crianças em situação de trabalho infantil, 56,5 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 401,7 mil catadores de material reciclável.
Entre os responsáveis familiares, 84,38% são mulheres, o equivalente a 15,8 milhões de titulares. Pessoas pretas e pardas somam 36,1 milhões de beneficiários, representando 73,29% do total.
A Regra de Proteção permite que famílias que aumentem a renda ou obtenham emprego formal permaneçam no programa por até um ano, recebendo 50% do benefício. Atualmente, 2,51 milhões de famílias estão nessa condição.
Distribuição regional, estados com mais beneficiários e valores médios
No recorte regional, o Nordeste concentra 8,79 milhões de famílias, com R$ 6 bilhões em repasses. O Sudeste registra 5,33 milhões de beneficiários e R$ 3,68 bilhões, seguido por Norte (2,43 milhões e R$ 1,75 bilhão), Sul (1,27 milhão e R$ 864,1 milhões) e Centro-Oeste (991,6 mil e R$ 690,5 milhões).
A Bahia lidera em número de famílias atendidas, com 2,3 milhões, seguida por São Paulo (2,2 milhões). Outros estados com mais de um milhão de beneficiários são Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Pará e Maranhão.
Quanto ao valor médio do benefício, Roraima registra R$ 743,97, seguido por Amapá, Amazonas, Pará, Acre e Maranhão, todos acima de R$ 70.











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